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Produção de álcool e de açúcar será a maior da história do país

Conab – 30/04/2008

 O Brasil fará neste ano a maior colheita de cana-de-açúcar de sua história. De acordo com levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com base em dados de unidades de produção de todos os estados onde a atividade é desenvolvida, a colheita deste ano deverá variar entre 607,8 milhões e 631,5 milhões de toneladas, ficando entre 8,8% e 13,1% acima da do ano passado, que foi de 558,5 milhões de toneladas.O levantamento indica que entre 309,8 milhões e 321,9 milhões de toneladas de cana colhidas nesta safra serão usadas na produção de biocombustíveis, enquanto de 248,3 a 257,9 milhões de toneladas serão transformadas em açúcar. O restante, de 49,6 milhões a 51,7 milhões de toneladas, será usado na fabricação de cachaça e rapadura e como alimento para gado, sementes e mudas.Segundo a Conab, os investimentos em tecnologia nas usinas de cana-de açúcar, o plantio de variedades mais produtivas e o clima favorável são os principais motivos do crescimento. Além disso, a área plantada aumentou de 7 milhões para 7,8 milhões de hectares, crescimento que teria pcorrido principalmente sobre áreas de pastagens.Dados da Conab mostram que o país tem hoje 276 milhões de hectares de terras cultiváveis. Desses, 72% estão ocupados por pastagens, 16,9% por grãos e 2,8% por cana-de-açúcar, o que demonstra o potencial de crescimento da atividade sobre áreas de pastagem.A moagem da safra de cana-de-açúcar da temporada de 2008 teve início neste mês nos estados do Centro-Sul, responsáveis por 90% da produção total. Pela projeção da Conab, a moagem deve resultar na produção de 26,4 bilhões a 27,4 bilhões de litros de álcool, de 14,9% a 19,4% a mais que no último ano. Cerca de 4,2 bilhões de litros devem ser exportados, sendo 2,5 bilhões de litros apenas para os Estados Unidos.O grande volume de exportações de álcool para os Estados Unidos é conseqüência do aumento da mistura do álcool à gasolina por lá, além do crescimento da frota de veículos bicombustíveis. No Brasil, esse tipo de veículo já representa 85% das vendas de carros novos.

Fonte: ABr

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