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Pau-Brasil é plantado no CTG

Dourados – 06/05/2008

Uma das atividades da 2ª Festa da Colheita de Dourados, realizada no Centro de Tradições Gaúchas – CTG Querência do Sul, foi a comemoração também do dia do pau-brasil, celebrado em 3 de maio e teve uma muda da espécie no pátio do CTG. A muda foi trazida do Rio Grande do Sul pela poetisa, pesquisadora, vice-presidente da Academia Douradense de Letras e segunda capataz do CTG Querência do Sul, Odila Schwingel Lange.
 
Segundo a pesquisadora, também diretora-presidente do Procon de Dourados, o pau-brasil é a árvore símbolo do Brasil, conforme projeto de lei apresentado pelo presidente Jânio Quadros em 1961 e que foi promulgado como lei em 1978, determinando o dia 3 de maio como a data para a árvore que deu nome ao País.
 
Odila lembra que atualmente o pau-brasil é usado para confeccionar arcos de violinos pela sonoridade que proporciona ao atrito das cordas com a madeira. O pau-brasil também foi muito usado na construção civil e naval e, em séculos passados, quase extinto pela sua extração descontrolada.  
 
A pesquisadora explica que a história do pau-brasil sempre foi ensinada nas escolas, onde crianças de hoje e adultos de ontem aprenderam que a árvore deu origem à terra brasileira; produzia uma substância com que os índios se pintavam e também um corante utilizado na tintura do vestuário da nobreza.

 
O ciclo econômico do pau-brasil, segundo explica Odila, teve início em 1503 e 30 anos após a chegada dos portugueses, era o único recurso explorado pelos colonizadores. Nesse período, estima-se que foram exploradas 300 toneladas de madeira por ano. Com a exploração dessa árvore, a terra do pau-brasil tornou-se de muita importância e em pouco tempo Pindorama (nome Tupi que significa Terra das Palmeiras), oscilou entre os nomes oficiais Ilha de Vera Cruz, Terra de Santa Cruz, Terra do Brasil e logo em seguida apenas por Brasil.
 
Foram 375 anos de exploração, e por muito tempo extraiu-se a “brasileira” que dava cor às roupas da nobreza e utilizada como tinta de escrever e na construção civil e naval.
 
Este processo de exploração conjunta e contínua consistiu neste período, na retirada mais intensa e devastadora que se ouviu falar na história do Brasil. Esta prática não se limitou ao pau-brasil, sendo que outras essências foram eliminadas de nossas reservas florestais.
 
Ante tanta devastação, o pau-brasil foi considerado extinto, mas no ano de 1928, um estudante de agronomia junto com seu professor verificou a presença de uma árvore de pau-brasil num local chamado Engenho São Bento no estado de Pernambuco. “Mas, ainda assim, a espécie está ameaçada, devido à sanha destruidora do homem”, desabafa Odila.

“Pensando no futuro, na situação ecológica de nossa terra e na preservação da espécie para que nossos filhos e netos conheçam a árvore que nos deu o nome, o CTG Querência do Sul, plantou uma muda desta árvore em suas dependências, durante as comemorações da Festa da Colheita, no domingo.

Fonte: Folha de Dourados

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