Vila Olímpica da Reserva Indígena é lançada
Tetila, o secretário interino de Infra-Estrutura Joaquim Soares e o assessor institucional João Grandão visitaram hoje a Reserva
Dourados – 13/05/2008
O prefeito Laerte Tetila, o secretário interino de Infra-Estrutura Joaquim Soares e o assessor institucional João Grandão visitaram hoje a Reserva Indígena Francisco Horta, de Dourados, para o lançamento do projeto ‘Vila Olímpica’, ao lado do Campo do Raul, na divisa entre as aldeias Jaguapiru e Bororó.
No local será construído um Ginásio de Esportes, um campo de futebol oficial com pista de atletismo e vestiários, além de quadras para prática de vôlei ou futebol de areia. O investimento passa de R$ 821 mil, vindos do Ministério dos Esportes do Governo Federal, e articulados pelos deputados Fernando Gabeira e Geraldo Resende.
A Prefeitura entra como parceira com R$ 121 mil, mais o serviço de terraplanagem. ‘Nós recebemos de muito bom grado a notícia desta obra, porque ela representa uma conquista para a comunidade indígena do Mato Grosso do Sul e a atenção do Governo Federal, incentivando as práticas esportivas. Por isso somos parceiros do projeto’, disse o prefeito Laerte Tetila.
O assessor institucional da Prefeitura, João Grandão, também ressaltou a importância da obra. ‘O esporte é com certeza um dos meios de desenvolvimento de uma população e aqui na Reserva, tradicionalmente já temos grandes exemplos de atletas e esportistas que nas competições escolares mostram todo seu potencial. Este é mais um incentivo para este gosto pelo esporte’, afirmou ele.
Já o secretário de Infra-estrutura, Joaquim Soares, lembrou ainda que toda a parte estética da obra vai ter motivos indígenas. ‘Será uma obra estilizada, com cores tradicionais, detalhes, acabamentos e tudo mais, que representam a cultura das três etnias que vivem nesta Reserva’, contou Joaquim.
A previsão da obra é que ela fique pronta em até 6 meses.
A doação de Raul
A área onde estão sendo feitas as obras pertenciam à Raul Nunes, um indígena apaixonado pelo esporte que há quase cinqüenta anos mora com a esposa Avelina Padilha Nunes no mesmo local, na fronteira entre as aldeias Jaguapiru e Bororó. Foi Raul quem fundou o campo de futebol em frente a casa dele.
O campo era um terreno desocupado e Raul e alguns companheiros foram quem o capinaram e plantaram grama, logo batizaram o local de ‘Campo do Raul’. ‘O campo foi inaugurado em 1966. Lembro que a Copa de 70, quando o Brasil foi campeão, nós ouvimos em um rádio enquanto jogávamos futebol no campo. Era um ouvido no rádio, outro no jogo, quando o Brasil venceu foi uma festa só’, relembra Raul.
Ele contou que o sonho dele sempre foi ter um espaço ‘para a juventude fazer esportes’, como a Vila Olímpica. ‘Agora vai ficar bom Raul. O espaço que você queria vai sair. O trabalho vai ser ‘mbareté’ (forte, em idioma guarani)’, disse o prefeito Laerte Tetila. ‘É, vai ficar ‘porã’ (bom, em idioma guarani) demais’, disse sorrindo Raul.
Fonte: Folha de Dourados



