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BB teria enviado informações diferentes à CPMI e ao TCU

Política – 13/05/2008

Durante reunião nesta terça-feira (dia 13) da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que investiga o uso indevido dos cartões corporativos do governo federal, os parlamentares da base de apoio ao governo rejeitaram requerimento do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) pedindo a convocação de um diretor do Banco do Brasil (não determinado no documento) para esclarecer por que motivo foram constatadas divergências entre as informações enviadas pelo banco à CPMI  e ao TCU (Tribunal de Contas da União).
Durante a votação do requerimento, a senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), presidente do colegiado, destacou a seriedade da situação. Segundo Marisa, tratam-se de informações oficiais e a divergência significaria que os documentos enviados à comissão seriam falsos.
Marisa informou que enviará requerimento ao Banco do Brasil questionando por que motivo os documentos recebidos pela CPMI e pelo TCU são diferentes. O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) considerou as acusações contra o Banco do Brasil “gravíssimas”, por colocarem em dúvida a veracidade do BB como instituição. O deputado afirmou que as divergências ocorreram porque o banco teria enviado por engano ao Portal da Transparência dados sigilosos, que depois tiveram que ser retirados.
Teixeira avaliou ainda que o banco de dados TCU contém mais informações do que o da CPMI, porque detém dados sigilosos. Em entrevista após a reunião, o deputado Carlos Sampaio esclareceu que ao confrontar dados enviados pelo Banco do Brasil à comissão e ao TCU encontrou 1.016 itens a mais no banco de dados do tribunal, todos referentes a gastos da Presidência da República.
O deputado afirmou que são itens que potencialmente poderiam constranger o presidente, pagamentos de alimentação, por exemplo, como os que constavam do suposto dossiê contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Para o deputado, o depoimento na CPMI do presidente do Banco do Brasil ou de um diretor a ser definido seria a melhor oportunidade para que o BB apresentasse uma justificativa para o ocorrido.
Sampaio disse ter recebido informações de que teria havido “comandos” do governo federal para que as informações fossem suprimidas na versão do banco de dados enviada à comissão. “A base aliada tem receio que venha alguém do Banco do Brasil e diga quem deu o comando para que o BB suprimisse essas informações”, acredita Sampaio.

Fonte: Agência Senado

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