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Biasotto e Murilo tendem a polarizar corrida à Prefeitura

Eleições 2008 – 19/05/2008

          A recente polêmica entre o vice-governador Murilo Zauith (DEM) e o deputado estadual Ari Artuzi (PDT) sobre as reuniões de prestação de contas trata-se, na realidade, de algo muito além do que meras picuinhas políticas. O pano de fundo de toda essa confusão, que provocou a primeira representação do ano na Justiça Eleitoral de Dourados, atende pelo nome de polarização.
Trata-se de uma tentativa precoce de afunilar a disputa pela Prefeitura entre os dois pré-candidatos e, assim, enfraquecer o candidato do PT, o secretário municipal de Governo, Wilson Biasotto.
            Ocorre que dificilmente Biasotto será a terceira via no projeto de ser o sucessor do prefeito Laerte Tetila. Esse papel caberá, sem dúvida, a Artuzi, que embora ainda seja o favorito, será o azarão na corrida sucessória.
O pedetista, que vem caindo nas pesquisas, tem contra ele três fatores negativos: a falta de estrutura que vem corroendo sua base de apoio; uma provável coligação fraca, que provocará minguados minutos no horário eleitoral gratuito; e o enfrentamento com candidatos apoiados pelo presidente da República, governador do Estado e prefeito Municipal. É uma para complicada.
            Além disso, o embate principal da grande maioria das eleições partidárias é entre projetos políticos antagônicos, ou seja, situação e oposição. E é exatamente neste campo que a disputa será polarizada entre Murilo e Biasotto. Afinal, o vice-governador foi derrotado pelo PT do secretário de Governo nas eleições de 2000, quando Tetila venceu a parada. O projeto petista é aquele que tem que ser batido em Dourados.    
            Quanto a Artuzi, já é nítida a preocupação do PDT no esvaziamento de sua candidatura. Lideranças importantes vêm sendo cooptadas e o próprio pré-candidato já trabalha com a possibilidade de deixar a disputa. Ele vem admitindo essa hipótese em reuniões com entre familiares, assessores e amigos. Artuzi e os caciques pedetistas sabem que não se faz campanha sem um arco forte de alianças e sem dinheiro. Somente o apoio popular, infelizmente, não basta. (José Henrique Marques)

Fonte: Folha de Dourados

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