Muçulmanos: mesmo com poucos seguidores mesquita vai completar 21 anos em Dourados
Fé Islâmica – 19/05/2008
A religião mulçumana tem crescido nos últimos anos e é atualmente a segunda maior do mundo.
Dos 6 bilhões de habitantes do planeta, cerca de 1,3 bilhão são muçulmanos, segundo o site Renasce Brasil. Desse total, 1 milhão está no Brasil. Fundada em Dourados há 21 anos, chegou a ter 300 participantes, atualmente esse número foi reduzido para 15 adeptos da religião e na maioria das vezes estão em paz, como prega a religião. A palavra islã significa submeter-se e exprime a obediência à lei e à vontade de Alá (Allah, Deus em árabe). Seus seguidores são chamados muçulmanos – muslim, em árabe, aquele que se subordina a Deus.
Segundo um dos fundadores da religião em Dourados, Hassan Gebara de origem libanesa todos são considerados muçulmanos, pois não depende da religião, os homens buscam a paz. “Ai que não importa se você é branco, negro, japonês todos seguem a doutrina da paz e a relação com um Deus único”, disse Gebara.
Atualmente são mais de 50 mesquitas espalhadas no país, em Dourados o local de oração dos muçulmanos está localizado no Parque Alvorada com uma planta arquitetônica retangular sustentada por colunas. Dentro dela existe um grande pátio com fontes encontrando o lugar de oração. “As orações são realizadas cinco vezes ao dia, levantando e abaixando em direção de Meca, sendo antes do nascer do sol, ao meio-dia, na parte da tarde, após o pôr-do-sol e de noite”, explicou Hassan.
Uma das religiões que mais seguem suas tradições desde sua formação é os muçulmanos que se baseiam no monoteísmo, ensinamentos de Maomé (chamado O Profeta), contidos no livro sagrado islâmico, o Alcorão. “Nós seguimos corretamente o calendário com o nosso jejum, nossas orações e uma vez na vida nossa peregrinação à Meca”, disse o fundador.
Um dos eventos seguidos a risca é o Ramadã, mês sagrado, período de renovação da fé, da prática mais intensa da caridade, e vivência profunda da fraternidade e dos valores da vida familiar. Neste período pede-se ao crente maior proximidade dos valores sagrados, leitura mais assídua do Alcorão, freqüência à mesquita, correção pessoal e autodomínio.
Nesta data é feito o jejum obrigatório durante todo o mês do alvorecer ao pôr-do-sol. O jejum aplica-se também ao fumo e às relações sexuais. O crente deve não só abster-se destas coisas, mas também não pensar nelas. Durante o Ramadã, é comum a freqüência mais assídua à mesquita, além das cinco orações diárias.
“O jejum significa você sentir a necessidade a pobreza do outro, ver que a vida não é feita somente de farturas, diminuindo o número dos alimentos para que não seja jogado fora, pois este é um dos maiores pecados do homem e consequentemente ter uma renda para visitar Meca, uma peregrinação quase que obrigatória em nossa religião”, disse Hassan Gebara.(Aliny Fernandes)
Fonte: Folha de Dourados



