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Meio Ambiente por Isaac de Barros Junior

Linotipo – 19/05/2008

Isaac Duarte de Barros Junior *
 
 
Devido o seu crescimento absolutamente desorganizado, não existindo pelo que sei, nenhum planejamento direcional para qual lado deveria se expandir nossa cidade de Dourados, a população já começou enfrentar problemas de meio ambiente. Um dos exemplos da desordem urbanística municipal, já está estampado em um dos córregos tradicionais e conhecido, desta cidade, que já foi considerada modelo. Quem conheceu o manancial “água boa”, com uma enorme diversificação em peixes, pode observar a sua catastrófica metamorfose. Poluído, agora com o bojo cheio de “água fétida”, simplesmente morre no meio do assoreamento praticado nas suas margens. O devastamento é assessorado por lavoureiros irresponsáveis, que continuam jogando suas águas visivelmente estragadas no rio dourados.
 
Esse ex-rio caudaloso, que já foi dos dourados, num futuro breve, será o fornecedor imprescindível de toda a água aqui consumida. O ecologista Luís Carlos Ribeiro, tenta exaustivamente num movimento ecológico lateral, salvar o córrego “laranja doce”. Os laranjais houve uma época, eram abundantes nas margens desse manancial. Graças a uma campanha equivocada contra os cítricos, desapareceram as frutas e dificilmente serão replantados os vergéis, pelos atuais agricultores. O cultivo de grãos da soja trouxe inegavelmente, um imenso desenvolvimento regional, mas carregou consigo a praga da poluição ambiental.
 
Na rodovia do Porto Cambira, que leva ao coração do distrito industrial de Dourados, se reflete o desentendimento entre os políticos da esfera municipal e estadual. Como em lei é determinada textualmente, todas as margens de rodovias estaduais, são da inteira responsabilidade do DNIT. Entretanto, fui informado que o poder público municipal, incentiva o nascimento de uma favela que está sendo erguida nessa rodovia, nas terras pertencentes ao estado. Não bastasse, esse absurdo inqualificável, dizem que os favelados recebem bolsa família, assistência médica e outros benefícios.
 
Esse gesto, se está acontecendo, aumentará a vadiagem que é bastante difundida pelos grupos sem terra. E enquanto ninguém toma providências legais para se coibir os desmandos, detritos e animais mortos “enfeitam” o trecho que nasce no trevo de uma outra rodovia próxima da prefeitura municipal e termina no distrito industrial.
 
Terrenos baldios são utilizados como enormes depósitos de lixo em céu aberto, proliferando doenças como a dengue, nas nossas periferias mais humildes. Entendo que deveria haver uma campanha de conscientização humanitária. Não sei qual é o

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