‘Escola que protege’ vai formar 350 profissionais para identificar agressão
Contra a violência – 19/05/2008
Pelo menos 350 pessoas, entre professores da rede pública de ensino e profissionais das áreas da saúde e assistência social, já estão recebendo formação para identificar casos de agressão contra crianças e adolescentes em Dourados. A formação faz parte do projeto “Escola que protege”, desenvolvido pelo MEC (Ministério da Educação) para identificar e encaminhar casos de abuso ou maus tratos praticados contra as vítimas.
Em Dourados, o programa é aplicado pela Uems (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) em parceria com diversas instituições, entre elas a prefeitura de Dourados, através da Secretaria Municipal de Educação. O programa foi lançado oficialmente na noite de quinta-feira, no Teatro Municipal de Dourados, mas a formação dos profissionais já começou há um mês.
De acordo com a coordenadora de ensino fundamental da Educação, Cristina Fátima Pires Ávila Santana, o objetivo do projeto é formar profissionais na identificação do abuso ou maus tratos contra crianças e adolescentes. Além disto, os profissionais também recebem orientação sobre a forma de encaminhamento das vítimas à rede de proteção.
“O profissional precisa ter um olhar diferenciado, saber chegar na criança e saber para onde encaminhar. Hoje, o professor precisa atender ao perfil de educador social; a criança passa a maior parte do dia na escola”, explica a coordenadora.
A formação é aplicada através de palestras e encontros, que no total terão 100 horas de duração. A formação inclui professores das escolas Laudemira Coutinho, Frei Eucário, Antonia Cândida, Clori Benedetti, Clarice Bastos, Iria Lucia, Maria Conceição Angélica e Etalívio Penzo, além de todos os Ceim’s (Centros de Educação Infantil) e escolas indígenas.
LANÇAMENTO
Durante o lançamento do projeto “Escola que protege”, o secretário de Educação, Antonio Leopoldo Van Suypene, lembrou da importância da escola fazer este debate como forma de proteger a criança.
Já o prefeito Laerte Tetila disse que a escola não deve estar focada somente no conteúdo didático, mas deve também ter sensibilidade e calor humano no tratamento com os alunos. “A proteção é um direito de toda criança e o trabalho do professor também inclui esta missão”, discursou Tetila, ao citar que o “Escola que protege” está dentro do perfil do programa Cidade Educadora.
Fonte: Folha de Dourados



