Instituto re-insere albergados do semi-aberto no mercado de trabalho
Dourados – 19/05/2008
Com o objetivo de fazer com que os albergados do presídio semi-aberto de Dourados possam gerar uma renda para o sustento da família, o Instituto de Desenvolvimento Humano e Social irá a partir de junho iniciar as atividades com os detentos.
De acordo com o presidente Reginaldo Alves da Cruz o Instituto irá dar apoio para o interno que sai do presídio Harry Amorim Costa, para o semi-aberto e também para toda a família, com projetos a longo prazo da construção de salas de aula para cursos profissionalizantes para os internos e comunidade carente. “Futuramente o Instituto quer oportunizar cursos para os filhos dos detentos para que estes não passem pelo que os pais passaram”, disse Reginaldo.
Reginaldo disse ainda que com os cursos e orientações, como palestras e seminários o índice de crimes e delitos poderá reduzir significativamente, uma vez que será trabalhada a auto-estima e a cidadania de cada participante do projeto.
Para que o albergado seja inserido no projeto do Instituto e possa participar das atividades será feita uma análise da situação de cada interno para uma seleção juntamente com a diretoria do semi-aberto.
A horta que ficará pronta em junho estará localizada na rua Ipanema, no Jardim Santo André, próximo a AABB.
Semi-aberto
Atualmente a PHAC possui 1380 internos e o presídio semi-aberto cerca de 600 internos.
Para o diretor do semi-aberto Antonino Rebeque, existe uma dificuldade muito grande em inserir o cidadão que cometeu um delito ao mercado de trabalho. Com o interno trabalhando a oportunidade de gerar emprego é fundamental para a sua ressocialização. “O semi-aberto já exerce um trabalho com os internos como é o caso da marcenaria que hoje tem cerca de 10 detentos trabalhando na confecção de móveis de madeira e também disponibiliza mão-de-obra por meio de um convênio para o Corpo de Bombeiros e para a Embrapa”, informou Rebeque.
Segundo o assessor da Embrapa Agropecuária Oeste, José Roberto do Nascimento, muitas pessoas que passaram por aqui por meio do convênio com ao Aghepen, hoje estão inseridas no mercado de trabalho. “Temos muitos exemplos de internos que conseguiram dar a volta por cima e que estão levando uma vida normal, com trabalho e família”,
Rebeque disse ainda que a disponibilização da mão-de-obra de internos do semi-aberto, além de contribuir para a remissão de pena do albergado, faz com que ele, ao exercer um trabalho reflita sobre o seu comportamento. “O preconceito da sociedade para com aqueles que cumprem pena é muito forte. O trabalho que a Aghepen e que o instituto estão fazendo irá oportunizar condições para que o albergado, mesmo que ainda cumprindo pena possa sustentar a sua família”, destacou o diretor. (Bárbara Palomanes)
Fonte: Folha de Dourados



