A política e a demagogia
Opinião – 19/05/2008
A política e a demagogia
*Elecir Ribeiro Arce, Elizeu Bastos de Oliveira
**Joacir Rodrigues de Oliveira
***Zandira Luvison
O demagogo é a pior espécie da natureza humana. Ao assumir um cargo público, ele não contribui com nada. O demagogo não educa, não emancipa, não promove ninguém. E nenhum futuro pode se esperar a partir dele. Muito pelo contrário. Onde prevalece a demagogia, predominam a estagnação e o retrocesso em todos os níveis.
O demagogo quase sempre é um incompetente, que procura disfarçar a sua incompetência através da distribuição de favores. Ele não discute nada, não propõe nada e não muda nada. Mal sabe ele o que é um projeto. Quando chega ao poder, por exemplo, não consegue trazer para a cidade, sequer uma casa, muito menos um conjunto habitacional; sequer uma cadeira de dentista, tampouco um posto de saúde; sequer um metro quadrado de asfalto, menos ainda o asfaltamento de um bairro; sequer uma sala de aula, quanto mais uma escola. Por quê? Porque a sua incompetência lhe impede de fazer algo fundamental que é elaborar projeto e fazer articulações políticas sadias e frutíferas.
Através do demagogo nada prospera, nada evolui, nada se desenvolve. O que o demagogo faz é apenas seduzir as pessoas despolitizadas, através de pequenas conveniências, ou seja, em troca de pequenos favores que não mudam a vida da comunidade.
Olhem a dentadura! Olhem o ônibus, a van e a corrida de graça. Olhem o vestido de noiva emprestado! Olhem o bolo de aniversário! Olhem os beijos e abraços!…
O demagogo é um falsário. É um autêntico lobo travestido na pele de carneiro. Ao trocar o voto por favores, o demagogo gera o famigerado e condenável voto de cabresto, que transforma o povo em massa de manobra, prendem famílias e comunidades em tristes currais eleitorais, para que venham comer em suas mãos.
É inaceitável que uma cidade rica em massa crítica venha a ceder espaço para o avanço da demagogia, essa excreção que tem como subprodutos o paternalismo, o clientelismo, o populismo e o assistencialismo baratos.
Há séculos a demagogia vem sendo condenada pelas ciências políticas e sociais. Aristóteles, bem antes de Cristo, já se referia à demagogia como uma verdadeira deturpação da democracia.
Apoiar um demagogo em pleno terceiro milênio, sabendo o retrocesso que o mesmo representa para os setores comercial, industrial, universitário, construção civil e principalmente para a geração de empregos, é no mínimo, renunciar a inteligência. É despir-se de compromisso para com a cidade que está em plena evidência. Uma cidade que vem ganhando prosperidade e respeito até em nível nacional.
Parte do povo, ainda não politizado, vota em demagogo por pura inocência e desinformação. Mas, para barrar esse mal é preciso formadores de opinião compromissados com a cidade e imbuídos de responsabilidade social.
Político é para formar equipe, planejar, apresentar projetos e discuti-los com a sociedade. É para formular políticas públicas verdadeiras. Político é para ajudar a construir a tão sonhada consciência crítica e a cidadania do povo. Não é para ofertar esmola eleitoreira, que só deseduca, vicia, avilta e só faz regredir a cidade e a pessoa humana.
A questão é séria, pois a demagogia é a bandeira dos oportunistas. Em cidades onde viceja a demagogia, os resultados todos conhecem: fechamen
Fonte: Folha de Dourados



