Em Brasília, Dourados discutiu políticas para a inclusão do jovem
Políticas Públicas – 19/05/2008
O coordenador de Políticas Públicas para a Juventude de Dourados, Vander Nishijima, participou de vários eventos em Brasília, na semana passada, na defesa dos direitos da juventude, sobretudo os mais pobres.
No domingo (11), ele participou com representantes de movimentos sociais, da mobilização pela aprovação do projeto de lei 73/99, que reserva 50% das vagas nas universidades públicas para estudantes oriundos das escolas públicas. Dentro desses 50% há cotas também para negros e índios, de acordo a população dessas etnias de cada Estado.
O PL 73 já passou pelas comissões de Educação e Justiça da Câmara dos Deputados, mas ainda não foi posto em votação. As entidades de cada Estado vão pressionar suas bancadas no Congresso para que o projeto seja votado logo.
Na segunda (12), os representantes dos movimentos receberam o apoio do secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do MEC, André Lázaro, pela aprovação do PL 73. O secretário também falou sobre o Proune (Programa Universidade para Todos) que hoje garante estudo superior para 385 mil jovens no país, 70% deles com bolsa integral, sendo 44,56% desses estudantes são negros.
Na terça pela manhã, Vander participou do seminário “200 Anos do Ensino Superior Público – A Escola Pública Pede Passagem”, proposto pelo deputado Carlos Abicaliu (PT-MT), no auditório Nereu Ramos. Logo depois, os representantes da entidades foram recebidos pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, para quem entregaram um documento em defesa das políticas afirmativas para as minorias.
Ainda na terça-feira, Vander participou da entrega de três ações no Supremo Tribunal Federal. Uma delas é em defesa do Proune e as outras duas (3.330 e 3.179) contra as ações diretas de inconstitucionalidade das cotas.
Vander considera muito positiva a viagem. É a participação de Dourados, segundo ele, na defesa das causas da juventude e das minorias. Participaram das discussões movimentos de juventude, de negros, de sem-terra, representantes dos índios e ainda educadores e gestores
Fonte: Folha de Dourados



