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Desconfiança entre as partes coloca em risco futuro

Saúde suplementar – 20/05/2008

Ao analisar de forma criteriosa a realidade da saúde suplementar em nível de Brasil, o diretor do Grupo UniSaúde – Caixa de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos do Estado de Mato Grosso do Sul, Marcos Elias Bezerra Leite disse que, por conta da falência do Sistema Único de Saúde, a suplementar, se alguma coisa não for feita o mais depressa possível, também corre o risco de sucumbir.
O aumento do custo da saúde suplementar, segundo ele, deixa as operadoras sem saber o que fazer. São aberrações que acabam colocando todo mundo contra a parede. A partir da daí a desconfiança entre associado/operadoras de plano de saúde não permite dialogo.
Outro ponto mencionado pelo diretor do

UniSaúde diz respeito ao índice inflacionário. Ele não teve nenhuma dúvida ao afirmar que a inflação da saúde é bem maior do que a inflação da moeda. O pior prossegue Marcos Elias, é que dentro da saúde suplementar impera a desconfiança.
– O usuário desconfia do plano de saúde quando nega algum tipo de procedimento médico; o plano desconfia do usuário que estaria utilizando mal; o plano desconfia do médico e do prestador de serviço por achar que eles estão cobrando a mais; o prestador acha que o operador está ganhando muito dinheiro e que não está sendo devidamente remunerado ““.
O diretor do Grupo UniSaúde defende o consenso para resolver o impasse que perdura já faz algum tempo. “É preciso reunir a mesa de negociação representantes dos usuários, médicos e prestadores para por fim a esse celeuma”, conclama Marcos Elias, procurando deixar bem claro todos estão interessados em querer resolver o problema.
O interesse de todos é um só: o médico quer que o plano continue funcionando para ele poder receber; o usuário comunga da mesma idéia para ter o atendimento de qualidade nos momentos em que a saúde precisa de cuidados especiais; o plano quer que o usuário esteja satisfeito.

  Agindo com total transparência do diretor da UniSaúde acredita que a desconfiança entre as partes deixará de existir.
Marcos Elias foi taxativo ao afirmar que, se não houver essa discussão, se as arestas não forem devidamente aparadas e a conjugação de forças entre as partes não forem concretizadas, “o encontro com a falência, como aconteceu com o SUS, será inevitável”.

Fonte: Folha de Dourados

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