Funasa de MS atinge menor índice de mortalidade infantil
Saúde Indígena – 24/05/2008
Responsável pela atenção básica à saúde indígena desde final de 1999 e com o desafio de reduzir o alto índice de mortalidade infantil nas aldeias de Mato Grosso do Sul, onde para cada mil crianças nascidas vivas 140 morriam antes de completar um ano de vida (dados IBGE), a Coordenação Regional da Funasa/MS atingiu resultados positivos com a diminuição significativa da morte de crianças indígenas nas 72 aldeias do estado.O último levantamento registrado pelo Distrito Sanitário Especial Indígena aponta que nos quatro primeiros meses de 2008 a proporção de mortes infantis caiu para 31 por mil nascidos vivos.Se comparado ao início das ações da Funasa frente às comunidades indígenas, o coeficiente de mortalidade das aldeias em 2000 era de 80,55, 2001 (68,37), 2002 (48,31), 2003 (48,19), 2004 (60,54), 2005 (48,77), 2006 (38,17) e 2007 (42).No período de 2000 a 2006 houve queda anual (média) de 14,7% no Coeficiente de Mortalidade Infantil, observando-se que até 2003, os índices tiveram uma progressiva diminuição. Já em 2004, devido a mudanças no modelo de gestão, ocorreu aumento da morte de crianças, sendo observado, naquele período, a necessidade de reavaliação das ações. Em 2006, como tentativa de recuperar retrocessos dos anos anteriores, foi implantado controle na gestão técnica e administrativa, que permitiu obter uma nova queda nos indicadores. De uma maneira geral, percebe-se um declínio nos componentes da mortalidade infantil no Estado. O coeficiente de 2007 fechou em 42.68, no entanto morreram menos crianças em comparação com o ano anterior. A justificativa para a diferença entre 2006 (38) e 2007 (40) é porque houve queda da taxa de natalidade que automaticamente interfere no cálculo do coeficiente. Em 2006 o índice de natalidade foi de 40,54/1000 hab, e em 2007 foi para 32,62/1000 hab, sendo em números absolutos uma diferença de 373 nascidos vivos.
O controle dos casos de Mortalidade Infantil é realizado quinzenalmente através de quantitativo de óbitos menores de 01 ano e nascidos vivos, assim como, dos relatórios que contém a ficha de investigação do óbito produzida pelas Equipes Multidisciplinares de Saúde. A mortalidade infantil passou a ser monitorada não só entre as crianças menores de um ano, mas até aos 5 anos. Com isso a atenção foi redobrada no Programa de Saúde da Mulher, Gravidez na adolescência, na criação de hábito para realização de exames preventivos e explicações detalhadas sobre planejamento familiar.
Fonte: Folha de Dourados



