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Assentamento Itamaraty vai produzir produtos orgânicos

Agronegócio – 13/06/2008

Assentamento Itamaraty vai produzir produtos orgânicos

No assentamento Itamaraty foi realizado no dia 11 de junho o primeiro seminário de agroecologia, organizado pelo Núcleo de Agroecologia de Itamaraty. Participaram representantes de 12 grupos de agricultores que estão colocando em prática ou iniciando, em seus respectivos lotes, processos de produção orgânica. Isto é sem à utilização de agrotóxicos (pivô e outros componentes que fazem parte da agricultura comercial ou convencional) O encontro teve como objetivo reafirmar os conceitos de agroecologia entre os camponeses que tem vontade e interesse de produzir organicamente, alimento saudável, respeitando a natureza o meio ambiente e o ser humano.A idéia começou em 2006 em um encontro da Comissão Pastoral da Terra (CPT) em Juti, ocasião em que se iniciou uma parceria com a Associação dos Pequenos Agricultores de Mato Grosso do Sul (APOMS). Segundo a Irmã Olga Manosso da CPT, depois de um processo lento a idéia avançou muito no assentamento e hoje existe uma definição importante de um grupo de agricultores familiares sobre o que se quer produzir. Nesse sentido os primeiros produtos orgânicos, com marca certificada, que poderia sair do assentamento são soja, café, mel e hortaliças. “Se bem estamos num trabalho muito inicial em relação aos sonhos que tem os agricultores e agricultoras, existe muita convicção dentro do Núcleo de Agroecologia que é possível produzir sem agrotóxicos, que é possível trabalhar pela vida e não só pelo dinheiro”, assinalou a religiosa.Do Núcleo de Agroecologia da Itamaraty participam agricultores interessados vinculados com todos os movimentos sociais do campo que estão presentes no assentamento, como o MST, Fetagri, CUT, FAF, os movimentos de mulheres e também os ex-funcionários da antiga fazenda.O encontro foi assessorado por Olácio Mamoru Komori, da APOMS, quem incentivou os participantes a apostar na agricultura orgânica por convicção e porque é boa para a vida, a terra e a comunidade. “E necessário ter muita ética porque agricultura orgânica não é só para ganhar dinheiro; é uma filosofia de vida que vai dar resultado se o trabalho é a favor da natureza e da saúde das pessoas”, precisou Komori.

Fonte: Folha de Dourados

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