Lei ao artigo: ‘Difamação religiosa’ de Padre Crispim
Artigo – 25/06/2008
Qualquer pessoa que escreve um livro atacando a religião, mesmo sem nenhum prestígio acadêmico e às vezes, até ignorante no quesito citado, tem o aplauso garantido da grande mídia e dos círculos ateus. Uma vez assegurado o sucesso de vendas, onde o dinheiro corre solto, o autor é isento do vexame escabroso, em debates com intelectuais “crentes”, onde a imprensa nada noticia, de “modo que sua fama de iluminado demolidor do obscurantismo não é afetada no mínimo que seja pela comprovação da fraude que gerou”.A revista Veja entrevistou o matemático John Allen Paulos, um destes escritores super protegidos, difamador da religião. Segundo o mesmo, a religião é um erro. Mas os erros que ele mesmo cometeu contra a religião na própria entrevista, depois contestada por muitas pessoas, nunca foram publicados, o que prova que simplesmente o interesse é atacar a religião.Ele confessa agredir somente as crenças literalistas do fiel comum, ignorando metodicamente a tradição religiosa e as mais altas explicações dos teólogos e filósofos, portanto ele não invalida a religião como um todo e sim, somente a tradição comum, tida como ilusões populares. Para piorar as coisas, quando o repórter lhe cobrou uma explicação quanto aos grandes cientistas cristãos, como Leibniz e Pascal, Paulos responde com duas mentiras e um sofisma clássico: Primeiro, diz que o Deus de Leibniz e Pascal, grandes pensadores cristãos, era atípico e não seria reconhecido como Deus, pelo crente comum. Isso é totalmente falso. O Deus desses homens era o Deus da Bíblia, compreendido de maneira muito clara (só um ignorante não compreende isso), o que ocorre e que poderia, talvez, gerar uma confusão é que eles O explicam num nível intelectual superior ao do crente comum, exatamente como acontece com o Deus de Santo Tomás de Aquino ou do papa Bento XVI, quando se dirige aos intelectuais. Por isso mesmo, nas aulas de teologia, o pensamento destes homens é esclarecido para os fiéis leigos no assunto. Seria, semelhante, querer que um cidadão comum compreendesse da mesma forma aquilo que um aluno de medicina compreende na faculdade em assunto pertinente ao curso. O assunto é o mesmo, mas o público é diferente e o grau de compreensão também.E ainda, assegura que “o fato de um Leibniz ser religioso não prova nada a favor da religião”. Pode até ser, porém muito menos se prova algo contra a religião fugindo dos argumentos de Leibniz – ou pior, falsificando-os. E o autor faz com estes homens de fé o que faz, ele e outros, com toda a intelectualidade cristã superior: fogem do confronto e vão brilhar ante uma platéia de pessoas que desconhecem o assunto. E onde há pessoas que não enxergam, quem tem um só olho, é rei.O repórter elogia-o por investir contra a religião com bom humor. O cristianismo, católico ou “evangélico” deveria tomar consciência, que além de debater de forma acadêmica com tais autores e desmascará-los sobre tais temas, intelectualmente indefensáveis, e por esta difamação deliberada, seria muito justo entrar com processo judicial, porque difamação é crime e qualquer coisa que se diga contra outras crenças, logo surgem processos. Por que os cristãos devem ser sempre alvo de tais “espertalhões” e não terem a coragem da defesa, como fazem as demais religiões? Não queremos guerra, queremos respeito e se algo é falado contra o cristianismo que o façam na verdade, não com mentiras. Pe. Crispim GuimarãesCoordenador de Pastoral da Diocese de Dourados
Fonte: Folha de Dourados



