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Incineração evita consumo de 128 milhões de ‘paradinhas’

Drogas – 25/06/2008

A Justiça autorizou a queima de 11,3 toneladas de drogas apreendidas em períodos deste ano e parte de 2005, 2006 e 2007. Segundo o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, o policial federal Wantuir Jacini em dois anos já foram tirados de circulação 64,2 toneladas de entorpecentes, ou seja, 128 milhões de “paradinhas”.
Hoje, cada papelote de maconha está sendo comercializado ilegalmente por R$ 4. Por outro lado, o sistema de saúde não oferece vagas suficientes para o tratamento dos dependentes químicos, resultado do problema crônico imposto pelo narcotráfico.
Polícia
Como a maior parte da apreensão ocorre na fronteira, porta de entradas das drogas, Jacini espera poder reforçar o policiamento do DOF (Departamento de Operações de Fronteiras). “Com os novos policiais do concurso, vamos levar os que já estão na PM, os mais experientes para o DOF”.
Todo o material recolhido, tirado das rodovias, matagais, bocas-de-fumo das delegacias de polícia do Mato Grosso do Sul começa a ser queimado agora numa temperatura de cerca de 800ºC da caldeira do frigorífico Bertin. É a primeira vez que o equipamento, recém comprado, é utilizado para essa finalidade. O tempo que deverá levar para incinerar tudo ainda não foi estimado.
Estão sendo destruídos hoje 6,6 toneladas de maconha e 1,4 de cocaína. No ano passado foram incinerados 42.3 toneladas de drogas, sendo 41,8 de maconha e 579 quilos de cocaína.
Crônico
Por trás da destruição do que representa parte de toda maconha, cocaína, crack e haxixe apreendidos, está o problema crônico nos 600 quilômetros de fronteira que separa o Brasil da Bolívia e também, do Paraguai, por onde entram, respectivamente, a cocaína e  maconha.
Dificuldades
Segundo o comandante do DOF (Departamento de Operações de Fronteiras), coronel Joel Martins dos Santos além do efetivo insuficiente, a polícia tem que enfrentar inúmeros obstáculos para interceptar o narcotráfico. Entre eles, o excesso de estradas vicinais que aparecem em meio ao matagal, o favorecimento climático na produção da maconha do lado de Capitan Bado, no Paraguai, na divisa com a cidade brasileira de Coronel Sapucaia, a utilização de pessoas idôneas como batedores.
 Elas são abordadas e e como têm documentos legais, são liberadas. Mas logo à frente utilizam o aparelho celular para dar informações aos traficantes sobre onde a polícia está, segundo o comandante.
O serviço de inteligência e a infiltração de policiais, que correm risco de vida, em meio ao esquema do tráfico têm auxiliado o DOF a desmantelar parte das quadrilhas e aumentar as apreensões.
Nos primeiros cinco meses do ano passado foram tirados de circulação, 8 toneladas de drogas. Este ano, no mesmo período, já são 8,5 toneladas.

Fonte: Midia Max

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