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Candidatos homossexuais entram na disputa eleitoral

Política – 27/06/2008

Nestas eleições, pelos menos dois representantes do movimento gay em Mato Grosso do Sul vão tentar uma vaga em Câmaras Municipais. Em outubro, Fernando Lúcio, por Dourados e Cris Stefanny, por Campo Grande, estarão na disputa.
Coincidências a parte, além de líderes de grupos homossexuais, os dois saem como candidatos pelo do PT (Partido dos Trabalhadores) e apostam nos votos de heterosexuais.
“O problema é que nossa categoria é desunida. Se fossemos unidos, os gays poderiam fazer até dois vereadores em Dourados”, explica Fernando.
Funcionário público municipal e vice-presidente da AGLTD (Associação dos Gays Lésbicas e Transgêneros de Durados), Fernando Lúcio é filiado ao partido há quatro anos.
Segundo o Campo Grande News, Fernando comenta que, se eleito, vai defender o grupo gay, mas sem deixar de atender toda a população e que por isso conta na sua equipe com gays, heterossexuais, aposentados e até evangélicos.
Já na capital, disputando uma vaga na proporcional, a fundadora da Associação das Travestis de Mato Grosso do Sul, Cris Stefanny sai como candidata depois de 10 anos de militância no PT.
“Pesquisas apontam que os homossexuais somam 10% da população mundial. Em Campo Grande seriam cerca de 70 mil pessoas, número para eleger vários vereadores, mas a categoria não é fiel como os evangélicos que só votam em outros da mesma religião”, compara.
À frente dá Associação há 7 anos, desde a fundação, Cris Stefanny deixa a presidência para cuidar da campanha política.
Dia 28 – Neste sábado, a bandeira arco-iris, símbolo da diversidade, vai ganhar o mundo no Dia do Orgulho Gay. A data foi instituída em l969, em Nova York, quando os homossexuais, cansados de apanhar da polícia, que toda noite invadia seus espaços de lazer, reagiram em manifestações pelos EUA.
Os dois candidatos com a bandeira GLBT em Mato Grosso do Sul podem até não ganhar, mas querem usar a oportunidade da campanha eleitoral, principalmente pela TV, para falar de temos como homofobia, discriminação e respeito às diferenças.

Fonte: Folha de Dourados

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