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Mato Grosso do Sul ganha unidade de pesquisa da Fiocruz

Geral – 01/07/2008

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou onterm, que Mato Grosso do Sul será o pólo indutor de pesquisas na área de saúde com a implantação de uma unidade da Fundação Oswaldo Cruz, na Capital. Durante a entrega do título de “Benfeitor da Cidade de Campo Grande”, na Câmara Municipal, o prefeito Nelson Trad Filho assinou o termo de doação de área, no bairro Parati, à Fiocruz para a construção da sede da instituição. Segundo o ministro, serão investidos R$ 20 milhões na construção da nova unidade da Fiocruz, além de recursos para a contratação de pessoal e a compra de equipamentos. A previsão para a conclusão da obra é de 30 meses, após a aprovação do projeto, a nova sede da fundação. “A intenção é expandir a Fiocruz em seis estados brasileiros e Mato Grosso do Sul é o primeiro estado que já formaliza essa implantação”, afirma Temporão. De acordo com o governador André Puccinelli, o Estado lutou para que Mato Grosso do Sul ganhasse uma unidade da Fiocruz, que tem 108 anos de trabalho prestado ao Brasil. “Nada melhor que investir em pesquisa para que possamos pontificar na questão da ciência e da investigação científica”, avalia. Para o presidente da Fiocruz, Paulo Buss, a instituição pretende somar esforços com as universidades, hospitais e instituições de saúde para trazer o melhor da ciência para o Estado. “Mato Grosso do Sul é o celeiro de alimentos para o Brasil e foi impossível resistir ao charme do Estado”, brincou. Linhas de pesquisa A secretária estadual de Saúde, Beatriz Dobashi, explica que foram definidas cinco linhas de pesquisas pela Fiocruz: saúde nas fronteiras; saúde indígena; impacto do agronegócio no meio ambiente; homem do Pantanal e do Cerrado e doenças e agravos peculiares, como a dengue e a leishimaniose. Cada ação, que será desenvolvida pela Fiocruz, tem sua importância para o Estado. Dobashi explica que os técnicos da instituição já estão trabalhando, provisoriamente, na Escola de Saúde Pública. “A Fiocruz está analisando a possibilidade de trazer a fábrica de medicamentos e outros laboratórios para Campo Grande”, conta.
Nos próximos dias 3 e 4 de julho, a Fiocruz realiza o II Seminário da Região Centro-Oeste, na Escola de Saúde Pública, a avenida Filinto Muller, 1480. A “saúde indígena” e “o meio ambiente, saúde e agronegócios” na região são alguns dos assuntos discutidos durante o evento.

Fonte: TV Morena

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