Crédito mais fácil para quem adotar a pecuária intensiva
Proposta – 02/07/2008
Proposta aprovada ontem pela CAE, e que será votada ainda hoje na CRA, também garante benefício aos produtores que optarem pelo sistema orgânico na agropecuáriaA concessão de crédito rural poderá ficar mais fácil para os pecuaristas que substituírem a tradicional pecuária extensiva pelo sistema intensivo de produção, e para os proprietários que adotarem o sistema orgânico na agropecuária. A proposta foi aprovada ontem pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), que acolheu substitutivo de Osmar Dias (PDT-PR) a dois projetos de lei, um de João Tenório (PSDB-AL) e outro de Antônio Carlos Valadares (PSB-SE).A proposta segue agora para votação em decisão terminativa na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), que, por sugestão do presidente da CAE, Aloizio Mercadante (PT-SP), poderá apreciá-la na reunião de hoje.O substitutivo altera o artigo 48 da Lei 8.171/91, que dispõe sobre crédito rural. O projeto de João Tenório (PLS 474/07) estimula a pecuária intensiva. Já a proposta de Valadares (PLS 555/07) traz benefícios à produção agropecuária orgânica.Ao acolher as duas matérias num único substitutivo, Osmar Dias explicou que a pecuária intensiva reduz a pressão sobre as áreas de floresta e aumenta a produtividade. Quanto aos sistemas orgânicos, o relator afirmou que se trata de conciliar economia e ecologia.Mercadante lembrou que o substitutivo vai em direção à responsabilidade do Brasil em aumentar sua safra e contribuir para a produção de alimentos.Segundo João Tenório, a troca pelo sistema intensivo de pecuária poderá liberar até 43 milhões de hectares de terras para a produção de alimentos. Já Valadares destacou a preocupação mundial com a redução do uso de agrotóxicos na agricultura.Para Gerson Camata (PMDB-ES), o projeto estimula a pecuária intensiva e incentiva a produção de grãos. Renato Casagrande (PSB-ES) lembrou que a proposta vai reduzir a utilização de produtos químicos nas lavouras. Jayme Campos (DEM-MT) observou que é preciso buscar linhas de financiamento aos pecuaristas brasileiros, “quase todos falidos por falta de uma política nítida” para o setor.
Fonte: Jornal do Senado



