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Fumo nas escolas uma realidade

Preocupação – 02/07/2008

Mesmo com toda a campanha que existe contra o fumo em pleno século XXI ainda existem locais onde é cunhada a nossa “grande geração perdida” em que o fumo ainda é tratado como assunto velado.A Escola tem total responsabilidade sobre seus alunos, em sua integridade física. Partindo desta premissa a maioria dos pais consideram que seus filhos estão a salvo de males como o tabagismo, drogas, etc dentro destes estabelecimentos. Em alguns estados como o Rio de Janeiro e São Paulo o fumo é proibido nas escolas e existem também instituições de ensino que proíbem professores e alunos de terem tais hábitos, dentro de suas dependências. Diante de dados como o que diz que fumo é responsável por 90% dos casos de câncer de pulmão e está ligado à origem de tumores malignos em oito órgãos (boca, laringe, pâncreas, rins e bexiga, além do pulmão, colo do útero e esôfago). Dos seis tipos de câncer com maior índice de mortalidade no Brasil, metade (pulmão, colo de útero e esôfago) tem o cigarro como um de seus fatores de risco.Ainda existem instituições de ensino que são omissas a estes perigos. Omissas já que não proíbem a prática dentro de suas dependências. É o caso da Escola Governador Carlos Lacerda que é tida como referência em ensino de jovens no município de Belo Horizonte – MG. Ver jovens na faixa dos 15 anos com cigarros nas mãos, durante o intervalo entre as aulas, são cenas comuns e passam a ser cotidianas. Tal quadro se instalou devido à omissão da direção da escola e também da Prefeitura Municipal que não estabelece um plano pedagógico para o período noturno onde é comum presenciar tais cenas. Vale a pena lembrar que, se tratando de ensino regular, a escola deveria adotar a mesma norma dos turnos diurnos.Proibindo a prática fica claro que fumar não é apenas anti-social, mas é sobretudo uma doença caracterizada pela dependência, cujos malefícios não se limitam só aos fumantes, mas atingem, de forma ampla e danosa, a todos e ao meio ambiente.Dados mostram que no Brasil cerca de 38,5% dos estudantes na fase de adolescência são fumantes. Destes, apenas um mostrou interesse em parar de fumar. Todos dizem que começaram a fumar dentro das dependências de escolas. Destes cerca de 80% são do sexo feminino.O estudo feito por pesquisadores do Ministério da Saúde demonstra que entre os estudantes de 13 a 15 anos de escolas públicas e privadas de capitais brasileiras, que a prevalência de experimentação de cigarros foi maior no sexo masculino do que no feminino em quase todas as capitais.Uma pesquisa realizada pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas revela que o uso inicial de tabaco é bastante precoce na vida dos estudantes da rede pública de ensino de dez capitais brasileiras, sendo que, em média, aos 10-12 anos de idade cerca de 11,6% já fizeram, pelo menos, uso experimental de cigarro. Dentre os estudantes pesquisados, 61,5% acha incoerente fumar na escola e 42,3% não sabe o que é um “fumante passivo”, o que indica um real desconhecimento a respeito do assunto.Portanto, diante destes números, fica clara a necessidade de regras quanto ao tabaco em escolas. Casos como o da Escola Municipal Governador Calos Lacerda não devem ser vistos como uma triste exceção. Os números demonstram que esta já deixou de ser a exceção nas escolas Brasileiras.

Fonte: Brasil Contra A Pedofilia

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