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MS precisará de 33 mil trabalhadores qualificados até 2010

Estado – 06/08/2008

O setor industrial de Mato Grosso do Sul tem um déficit de 33 mil trabalhadores qualificados até 2010, aponta a Pesquisa de Identificação das Demandas por Capacitação Profissional e Serviços Técnicos e Tecnológicos, divulgada nesta terça-feira (05/08) pelo diretor-corporativo da Fiems – Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul -, Jaime Verruck. Realizada pelo Senai/MS (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de Mato Grosso do Sul) entre outubro de 2007 a janeiro deste ano, a Pesquisa apontou que as atividades econômicas com maior necessidade de qualificação de mão-de-obra são, pela ordem, setor têxtil e vestuário, couro e artefatos de couro, cerâmica, extração e transformação de metais, madeira e mobiliário, alimentação e construção civil.“A indústria do Estado tem hoje uma necessidade pontual de 11 mil trabalhadores qualificados, chegando a 33 mil profissionais até 2010. Só o setor da construção civil apresenta uma demanda de 25% desse total, ou seja, 8.250 para esse período de três anos”, ressaltou Jaime Verruck. Ainda de acordo com o levantamento, num universo de 120 empresas entrevistadas dos portes pequeno, médio e grande, 63,3% têm planos de expansão ou modernização para serem implementados nos próximos dois anos. Desse total, 71% afirmaram que o quadro de pessoal deve ser ampliado em decorrência disso.“Esse trabalho vai demonstrar o perfil do trabalhador que a indústria precisa para que possamos reestruturar cursos e reformular a questão pedagógica, ou seja, balizar uma série de ações para a indústria local e para a indústria que virá se instalar no Estado, para que todas tenham sustentabilidade”, destacou o diretor-corporativo da Fiems, que também é diretor-regional do Senai/MS. A ampliação do quadro pessoal deve ocorrer em todas as atividades pesquisadas, tendo sido apontada nas seguintes proporções: 100% nas indústrias de couro e artefatos de couro; 83% nas indústrias têxteis e do vestuário; 78% nas indústrias de metalmecânica; 75% nas indústrias de madeira, mobiliário e construção; e 68% nas indústrias de alimentos e extração e transformação de metais.Pesquisa Apresentando os detalhes do levantamento, o gerente de Pesquisa e Estatística do Senai Nacional, Gilson José de Oliveira, destacou que as principais ocupações por demanda são: profissionais qualificados em costura industrial (setor têxtil); profissionais em educação ambiental, comunicação e relações humanas no trabalho (setor do couro e artefatos de couro); trabalhadores com conhecimentos e habilidades específicas (setor cerâmico); profissionais com noções de metalurgia (setor de extração e transformação de metais).Ele ainda seguiu relatando que, para o setor de madeira e do mobiliário, a principal demanda é de profissionais para afiação de ferramentas, enquanto para a área de alimentação a necessidade é de trabalhadores com boas práticas de fabricação, desenvolvimento gerencial e excel. O gerente ainda confirmou que a maior demanda do Estado está na construção civil na função de pedreiro.Ao todo foram pesquisados 120 estabelecimentos, das quais 74 são de pequeno porte, 39 de médio porte e 7 de grande porte. As indústrias pesquisas representam 25% do universo de 479 indústrias, das quais 413 são de pequeno porte, 53 de médio porte e 13 de grande porte. Os 120 estabelecimentos pesquisados empregam 19.195 trabalhadores ou 49% de um total de 39.212 empregados.Para compor essa amostra, a pesquisa utilizou a distribuição do número de estabelecimentos por atividades econômicas, porte e regiões geográficas, sendo que todas as microempresas foram excluídas por formar um número volumoso de estabelecimentos que dificultaria a apresentação da amostra com um mínimo de representatividade. Além disso, a definição de estabelecimentos pesquisados em cada região respeitou a magnitude dos empregos gerados em cada uma das atividades econômicas relevantes, bem como a sua distribuição no Estado.

Fonte: Folha de Dourados

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