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Colônia Penal Agrícola de Campo Grande tem novo diretor

Capital – 20/08/2008

O gestor penitenciário Edis Vilas Boas é o novo diretor da Colônia Penal Agrícola de Campo Grande (CPA). Ele assume o cargo em substituição ao oficial penitenciário Francisco Elvis Icassati, conforme publicação do Diário Oficial do Estado (DOE) de hoje (20). Vilas Boas já administrou a CPA entre agosto de 2000 e novembro de 2004. Desde junho de 2006 ele atuava como diretor do Estabelecimento Penal de Regime Semi-Aberto Urbano de Campo Grande – EPRSAU-CG/MS. Em seu lugar no EPRSAU-CG assume o oficial penitenciário Edílson Ferreira. As mudanças são medidas meramente administrativas, enquadramentos necessários à política de gestão do novo diretor-presidente da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), Deusdete Oliveira. Transformação O novo diretor assume uma CPA totalmente reformulada, ampliada e reordenada pelo governo do Estado. Foram investidos R$ 500 mil, aumentando a capacidade do presídio de 100 para 750 pessoas com a construção de novos alojamentos, tanto para os internos quanto para os policiais militares e os técnicos penitenciários. Além disso, foi intensificada a segurança com iluminação, cerca com concertina e identificação digital para controle de entrada e saída de internos e visitantes, guaritas em quatro pontos estratégicos, pelotão permanente da Polícia Militar e portaria. Em sua nova versão, o presídio está focado na ressocialização. Agora, a unidade tem sala de informática com 10 computadores e área de cinco hectares que servirá para o cultivo de milho, mandioca, cana-de-açúcar e hortaliças, com assistência técnica. Foram ativadas as salas de aula e de orações, biblioteca, padaria e construídas quadras de esporte. Na reconstrução da unidade trabalharam 60 internos, recebendo do Estado três quartos do salário mínimo. Os demais foram transferidos temporariamente para a unidade penal de Dois Irmãos do Buriti, a 100 quilômetros de Campo Grande. A iniciativa manteve a ordem no local e acelerou as obras que começaram em fevereiro de 2008, antes ainda da visita da CPI do Sistema Carcerário. Com as obras em fase de conclusão, 100 internos transferidos para Dois Irmãos do Buriti já retornaram para a unidade da Capital e o restante retornará gradativamente. O Estado restabeleceu a autoridade no local agindo com rigor. Foram realizadas 23 operações pente-fino, instaurados procedimentos administrativos e criminais; foi desarticulada uma quadrilha que atuava na Colônia Penal, composta por servidores penitenciários e internos. Doze pessoas foram presas, entre elas, dois ex-diretores da unidade, pelos crimes de corrupção passiva e ativa, falsidade ideológica, uso de documento falso e formação de quadrilha ou bando. As ações do governo do Estado evidenciam uma nova realidade, demonstrando o compromisso de privilegiar as pastas da segurança, educação e saúde, conforme prega o governador André Puccinelli desde o início de sua gestão.

Fonte: Folha de Dourados

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