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Projeto Tripé segue agora para Dourados

Cultura – 05/09/2008

Da conversa entre amigos, em meio ao jogo de sinuca (ou seriafutebol?), surgiu o projeto Tripé, aproveitando-se uma idéia simples,mas engenhosa: reunir três gerações de artistas com influênciascomuns, do bom velho rock-and-roll, passando pelo onipresente pop, auma relação visceral com ritmos ternários e fronteiriços,característicos da Bacia do Prata.Além de original, a proposta tem seu lado bem humorado, brincando como fato de serem 4, e não 3, as “pernas” do Tripé. “Somos primos dosTrês Mosqueteiros”, costumam responder, quando confrontados com aaparente contradição, Paulo Simões, Jerry Espíndola, Guga Borba eGuilherme Cruz, os dois últimos mais conhecidos pelo codinome Filhodos Livres. Na base do um-por-todos-todos por-um, aceitamresignadamente a condição de “principais suspeitos de sempre”,envolvidos na conspiração, agora em fase escancarada, para fundirritmos, levadas e boas canções, “venham de onde vierem, mas pagandopedágio ao nosso vício pelo compasso 3×4, entregam, com um sólidocurriculum a garantir competência na elaboração da fórmula, e suaconcretização no palco. No melhor estilo “tri-pé na estrada”, “TriPÉna estrada”, e motivados pela recepção calorosa das platéias, como norecente Festival de Inverno de Bonito, conseguiram conciliarmovimentadas agendas individuais para mais um show:e na próxima (11/09), a partir das 20:30, após o showdo violeiro Ivan Vilela, na quarta edição do Festival Prelúdios daPrimavera, agora ampliado para a condição de Mostra Sul-Americana deMúsica, no Teatro Municipal de Dourados.A bem-sucedida opção pelo formato acústico-radical, explorando aomáximo timbres e sonoridades de instrumentos como a viola de 10cordas, e violões de 6 e 12 cordas, vem somar-se ao acerto na escolhado repertório. Onde brilham, ao lado de sucessos próprios, semprereciclados em arranjos diferentes dos originais, trabalhos pouco (oumuito) conhecidos das grifes Roca (Geraldo) e Espíndola (Geraldo,Celito e Alzira, por enquanto).De cuja geração Paulo Simões faz parte, sendo conhecido nacionalmente,via gravações de sua obra por artistas do calibre de Renato Teixeira,Sergio Reis, Maria Bethânia e Sandy & Junior, entre outros. Semmencionar o parceiro Almir Sater, com quem assina três (olha o númerode novo, minha gente) de momentos destacados do show, os sucessosComitiva Esperança, Mês de Maio e a recente 7 sinais.Representando uma geração intermediária, além do prestigioso sobrenomeEspíndola , Jerry é um dos artistas mais atuantes do MS, desenvolvendointensa atividade como cantor, compositor e produtor, com váriosdiscos lançados, sendo Vértice o mais recente.Finalmente, representando a geração mais nova deste tripéartístico-musical, o duo Filho dos Livres, formado por Guga Borba eGuilherme, hoje situados entre os artistas mais populares do Estado,com agenda de shows lotada e ótima execução nas rádios dorecém-lançado CD, República dos Livres Pensamentos.

Fonte: MS Noticias

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