Pular para o conteúdo
Quinta-feira, 5 de novembro de 2026 Dourados 25 °C

Desde 1968 Ano 58

Desde 1968 · Ano 58

Agora
Arquivo

O cristão deve lutar por uma sociedade mais justa?, por Pe. Crispim

Artigo – 24/09/2008

A Diocese de Dourados, ofereceu desde fevereiro do ano corrente, alguma ferramentas para ajudar os cristãos e demais cidadãos a escolher melhor os nossos futuros representantes políticos. Para tanto, publicou em parceria com a Pontifícia Universidade Católica de Belo Horizonte, PUC, uma série folhetos, elaborados por sociólogos e pessoas ligadas à política e movimentos “sociais”, a própria Diocese lançou os mandamentos do Eleitor Católico e agora, quinta-feira, dia 25 de setembro, às 19h, no Salão Superior do Centro de Pastoral da Catedral, vai proporcionar às nossas lideranças a oportunidade de conhecer ainda mais os candidatos a prefeito de Dourados, através de um debate.
Nas outras cidades que compõem a Diocese de Dourados, também a Igreja tem procurado ajudar, esclarecendo o valor do voto consciente. Afinal esta é a nossa principal arma. É através do voto que o povo pode fazer valer a sua vontade e o seu legítimo poder. É pelo voto que cada cidadão participa dos destinos de sua cidade, no caso das eleições deste ano. É pelo voto que ajudamos a eliminar os maus governantes ou a escolher bons políticos.
Deveria ser sabido por todos o que diz a Constituição Brasileira quando fala do voto: “todo poder emana do povo e em seu nome é exercido”. Portanto, como dizem os sociólogos, “todo povo tem o governo que merece”. O governante sai do meio do povo e é escolhido pelo povo. Podemos reclamar depois, é claro, mas também deveríamos bater no peito, como fazemos, nós cristãos, no Ato Penitencial: “por minha culpa, por minha grande culpa”, quando nossos políticos não cumprem aquilo que estão prometendo.
O cristão precisa exercer sua cidadania na construção de uma sociedade justa e solidária. Por isso, é importante despertar o senso global das responsabilidades políticas, isto é, não olhar só os próprios interesses, mas olhar a conjuntura, as necessidades da cidade e do povo em geral. Verificar quem tem melhores possibilidades de administrar em nosso nome, o nosso próprio destino político. Mas se as nossas motivações são escusas e egoístas, então não podemos reclamar depois.
É importante ponderar se o político que você vai votar pensa no bem comum, no bem do povo, ou vai fazer de conta que pensa no povo, mas no fundo pensa em si e no seu pequeno grupo? Se realmente tem condições de realizar aquilo que promete. “O verdadeiro político decide em função do bem comum e não de seus interesses eleitoreiros ou corruptos”.
São os maus políticos que fizeram o conceito da política chegar a tão baixa apreciação, isto por acaso tem um culpado, o eleitor, que não sabe usar bem sua mais poderosa arma: o voto. Olhando as pesquisas em Dourados, por exemplo, 14% da população ainda está indecisa, por que será? Por que está procurando o melhor candidato a prefeito e analisando os candidatos a vereadores ou por que a eleição não significa nada? Queira Deus que seja porque está procurando ver quem é o melhor.
O certo é que não podemos nos eximir da nossa responsabilidade social, não foi por acaso que o segundo homem na hierarquia Católica, Cardeal Bertone, “Ministro” das Relações Exteriores do Vaticano, recordou “a importância da presença e da ação dos cristãos no mundo da cultura e da política nesta época”, o Cardeal explicou que a Igreja Católica está “fortemente arraigada na missão própria de instruir e formar pessoas responsáveis e maduras, conscientes de sua identidade e missão evangélica, dispostas a assumir o papel de guia nos diversos âmbitos da sociedade”.
Quantas obras importantes nunca são realidades, simplesmente porque não dão votos. Mas, a politicagem um dia será desmascara e o povo vai enxergar. “Disse alguém que é possível enganar a muitos durante pouco tempo, ou a poucos durante muito tempo, mas que é impossível enganar a todos o tempo todo. Um dia a casa cai”.
Nas verdadeiras democracias o povo vota livremente. Então o cristão tem dupla responsabilidade de votar bem, como cristão e como cidadão. O cristão deve votar com a consciência, escolhendo entre todos os candidatos o melhor, independente de interesses ou sentimentalismos. Também disso vamos prestar contas a Deus um dia.
Que esta parcela de 14% dos eleitores indecisos, possa olhar com carinho, neste caso, para Dourados e se for verdadeiramente cristão, olhar também com responsabilidade de cristão e de cidadão.
Pe. Crispim Guimarães
Coordenador de Pastoral da Diocese de Dourados.

Fonte: Folha de Dourados

Anuncie na Folha de Dourados

Desde 1968 informando Dourados e a Grande Dourados.

Fale com o comercial