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Vítima de chacina no Paraná pode ser de Ponta Porã

Polícia – 26/09/2008

Uma das vítimas da chacina ocorrida na segunda-feira (22) em Guaíra, Paraná, pode ser de Ponta Porã, cidade que fica a 334 quilômetros de Campo Grande.Na identidade encontrada com Robert Ramon Gonçalves Rios, o Febroner, 35 anos, consta que ele nasceu na cidade vizinha a Pedro Ruan Caballero. Ele ainda não foi reconhecido por nenhum familiar e o corpo continua no IML (Instituto Médico Legal).Por ainda não ter sido reconhecido e devido o fato do documento estar com baixa qualidade de impressão, os policiais desconfiam que seja falso. Outro fator que leva a polícia a desconfiar da autenticidade do documento, é que o mesmo foi expedido em fevereiro de 2007 no Estado do Rio de Janeiro.Foi tirada impressão digital de Robert para comparar com a marca de sua identidade e com o banco de dados da polícia. Ele teria negócios no Rio de Janeiro e em Guaíra com Jocemar Marques Soares, o Polaco, dono do sitio que fica na Vila Santa Clara onde ocorreu a chacina. Polaco, a mulher e os dois filhos adolescentes foram mortos.Robert foi reconhecido pela esposa dele, uma adolescente de 16 anos que o acompanhava e sobreviveu à chacina. A garota disse à polícia que não conhece e não tem informações sobre familiares do marido. Declarou ainda que há um ano morava com Rios na Favela da Rocinha no Rio de Janeiro e que é natural de Guaíra, para onde foi com o marido para visitar familiares enquanto ele resolvia problemas de um carregamento.Na quarta-feira (24), uma pessoa se identificando como integrante do PCC ligou para o IML e pediu se havia passado por lá o corpo de um tal de “Chicão”.O corpo continuará no IML por mais oito dias até que os familiares compareçam para buscá-lo. Caso contrário, o corpo será liberado para a adolescente, que, apesar de não comprovar vínculo, é a única a reclamar.Tráfico – Para a polícia do Paraná, a chacina foi um acerto de contas entre traficantes rivais. Polaco estaria devendo R$ 4 mil e ainda teria mandando matar um integrante do grupo dos suspeitos.Estão com a prisão decretada Jair Correia, pelo filho dele Gleison Correia, e por Ademar Fernando Luiz. Eles são procurados no Paraná, Mato Grosso do Sul e no Paraguai. As polícias dos dois países fazem buscas na região de fronteira.(Com informações do jornal O Presente, do Paraná)

Fonte: Folha de Dourados

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