Estudo mostra queda na taxa de mortalidade no trânsito das capitais brasileiras
Nacional – 27/09/2008
A mortalidade em acidentes de trânsito nas 27 capitais do Brasil registrou queda entre 1996 e 2005, de acordo com dados do livro “Acidentes de Trânsito no Brasil: a situação das capitais”, lançado nesta sexta-feira pela Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Trânsito). A publicação, elaborada pelas pesquisadoras Maria Helena de Mello Jorge e Maria Koizume, tem como base dados do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), Ministério da Saúde e IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O cálculo da incidência é feito pela divisão do número de mortos por cada cem mil habitantes. O índice passou de 25,6, em 1996, caiu para 17,2, em 2005. Apesar da queda, a participação dos acidentes de moto na mortalidade no trânsito cresceu. No período, o índice passou de 0,4 para 2,3. O taxa mais alta foi registrada em Boa Vista (RO) –7,4–, e a menor em Rio Branco (AC): 0,3. São Paulo ocupa, com índice de 1,4, ocupa a 20ª posição, junto com Recife (PE). Segundo Koizume, além da mortalidade, um dos grandes problemas são as seqüelas que ocorrem com as vítimas, que as deixa, muitas vezes, incapacitada. “Estamos falando de uma população que é a força de trabalho do Brasil, público jovem e do sexo masculino”. disse. A pesquisadora afirmou que a grande queda no número de acidentes ocorreu no período entre 1999 e 2000, pouco depois da implantação do Código de Trânsito Brasileiro, que trouxe penalidades mais pesadas às infrações de trânsito. “Depois houve um afrouxamento da fiscalização e o índice voltou a subir. A subida não é muito grande, mas são taxas resistentes”, afirmou.
Fonte: Folha Online



