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Chefe do tráfico na fronteira é executado com 38 tiros

Polícia – 20/10/2008

Wolmar Sidinei de Morais, de 45 anos, conhecido em Paranhos como chefe do narcotráfico na cidade paraguaia de Ypejhu Canindeyú, foi executado ontem por volta das 17 horas em frente a casa dele do lado do país vizinho. Foram 38 tiros de fuzis M-16 e pistola 9 milímetros. Policiais do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) estão em Paranhos e agentes paraguaios fazem ronda no local. A suspeita é de que a ação teria sido um “acerto de contas”. Morais abastecia o mercado de São Paulo e tinha clientes em Presidente Epitácio. Na tarde de ontem, homens foram vistos em Paranhos e Ypejhu em uma caminhonete com placas do interior de São Paulo, segundo informações de fontes do Midiamax na fronteira. “Eles foram vistos tomando cerveja num bar em Paranhos”. Morais seria o comandante do tráfico de maconha e cocaína e teria ligações com Fernandinho Beira-Mar. A vítima se dedicava no ramo de venda de autopeças e cultivo de soja, conforme o site capitanbado. Morte – Segundo ainda o site paraguaio, o comerciante brasileiro se encontrava na varanda da casa com sua família, quando chegaram dois homens armados que dispararam sem dizer uma palavra. Logo depois, eles fugiram em um automóvel tipo Fiat cor cinza. Morais morreu no local. Segundo as testemunhas, os pistoleiros fugiram em direção a cidade de Paranhos, no lado brasileiro. Conforme os dados preliminares, a vítima estaria utilizando dois documentos com os nomes de Wolmar Sidinei de Morais e Wolmar da Silva, ambos de nacionalidade brasileira. Insegurança – A cidade de Paranhos tem hoje nove policiais (4 PMs e 5 Policiais Civis) e a morte de Morais preocupa os moradores que temem uma guerra do narcotráfico e com isso, a insegurança ainda maior. Em 2005, quando o Destacamento do Exército foi alvejado em Paranhos, teria sido Morais o comandante da ação. As pessoas têm medo de falar sobre o assunto. O juiz federal Odilon de Oliveira disse na semana passada durante o Fórum Internacional de Justiça, que aconteceu em Campo Grande, que está na hora dos países que estão dispostos a enfrentar o narcotráfico, o contrabando de armas, enfim o crime organizado se unirem. “Nós avançamos no combate ao crime organizado, mas ele avançou muito mais”. Divulgação Segundo Odilon de Oliveira, há dez anos o narcotráfico era apenas 10% do que é hoje. A ineficiência do Estado é outro problema. As apreensões feitas pela polícia representa somente 20% de tudo que passa pela fronteira e assim, sobram 80% que entram no Mato Grosso do Sul e são levados pelo tráfico aos outros estados, alerta o juiz. A solução para isso seria investir no policiamento de fronteira já que o Estado conta com 600 quilômetros de fronteira seca. No caso, aumentar o efetivo da PF (Polícia Federal). “No Paraguai são 5,5 mil hectares de plantação de maconha e todos os anos são feitas 4 colheitas um total de 12 toneladas ano de produção”.

Fonte: Midiamax

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