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Piscicultura de MS busca novos conhecimentos em congresso

Geral – 27/10/2008

No Brasil, o consumo de peixe é de cerca de 6,8 quilos por pessoa ao ano, considerado muito baixo para os padrões mundiais que giram em torno de 16 quilos. Nos últimos dez anos, várias regiões do País começaram a investir no cultivo de peixes, com o objetivo de mudar esta realidade. Em Mato Grosso do Sul, a região de Dourados é a que tem se destacado em produção, possuindo todos os elos da cadeia desde as cooperativas, fábricas de ração até o frigorífico.
Para promover a integração e disseminar novas alternativas de tecnologia para o segmento da piscicultura, o Sebrae/MS leva a Maringá, no Paraná, uma caravana de produtores e pesquisadores para participar do III Aquaciência. O congresso, que acontece de 27 a 30 de outubro, vai debater os desafios e inovações do setor. ”O grupo pode participar de mini-cursos, palestras técnicas, mostra de produtos e serviços, além de seminários sobre os trabalhos científicos que estão sendo desenvolvidos na área”, comenta Vamilton Júnior, gestor do projeto de piscicultura do Sebrae.
No evento, a Embrapa de Dourados apresenta dados preliminares de projetos relacionados com a nutrição e sanidade. “Estamos desenvolvendo um estudo sobre a hematologia das espécies de peixes mais importantes da região. Estes dados são fundamentais para o monitoramento da saúde e diagnóstico de doenças”, explica a pesquisadora da Embrapa, Márcia Mayumi Ishikawa.
Segundo Vamilton Júnior, a decisão de montar a caravana surgiu da necessidade do grupo de adquirir novos conhecimentos, que oportunamente serão repassados aos outros interessados, através de encontros e palestras. Está programada ainda uma visita da caravana a uma das maiores fábricas de ração para peixe do País. “O Estado está num processo de profissionalização do setor e o cultivo vem ganhando espaço em relação ao extrativismo”, avalia o gestor do projeto. 
O Brasil tem grande potencial para a produção do pescado. São cinco milhões de hectares de lâmina de água em reservatórios, 8,5 mil quilômetros de costa, 500 mil pescadores artesanais. Segundo dados recolhidos pelo Sebrae em 2007, a região de Dourados tem uma produção de seis toneladas de peixe por hectare de lâmina.
Mas para que a população passe a considerar o peixe como um integrante permanente da alimentação, beneficiando-se da grande fonte de proteínas, ferro, minerais e ácidos-graxos omêga-3, será preciso combater os fatores que contribuem para o baixo consumo entre os brasileiros. Segundo pesquisas, a falta de conhecimento, o medo de engolir espinhas, de envenenamento, por sua pequena durabilidade, e o preço pesam na hora de decidir pela compra e ingestão do peixe.
O III Aquaciência é promovido pela Sociedade Brasileira de Aqüicultura e Biologia Aquática (Aquabio) e tem como tema “Aqüicultura: Desafios e Inovações”. Mais informações: www.aquaciencia.com.br
 

Fonte: Folha de Dourados

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