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Construção civil mostra-se animada com crédito especial

Geral – 28/10/2008

Uma chance para reequilibrar financeiramente as construtoras, assim o presidente do Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção), Jary de Carvalho Castro, definiu o anúncio de que uma linha especial para capital de giro estará à disposição para as empresas do setor.“Para nós que trabalhamos com muitos contratos no setor público, o qual reajusta os preços de ano em ano, é fundamental termos dinheiro para capital de giro a custo baixo. As empresas estão passando por um momento difícil e essa crise financeira internacional pegou muita gente de calça curta”, explica.O ministro da Fazenda, Guido Mantega, vai anunciar amanhã a nova linha de crédito, conforme disse ele, o capital de giro, de uma maneira geral, ficou muito caro e escasso “e essa é uma forma para que ele possa ser recomposto”. Segundo Carvalho, hoje o mercado oferece capital de giro entre 2 e 3 por cento ao mês. “O ideal seria algo perto de zero”, diz Carvalho.De acordo com Carvalho, o setor já estava em crise por causa da alta dos insumos básicos para a construção, tais como: pedra britada, cimento, ferro, tijolo e até mesmo madeira. Sendo que esta última sumiu do mercado. “Depois de tudo isso veio a crise financeira internacional, que acabou com o crédito. Justo agora, quando as obras do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] chegaram a Mato Grosso do Sul”. Ações – Esta é a segunda medida que o governo federal adotou para tentar “blindar” o setor da construção civil contra a crise. No início deste mês, o governo editou uma MP (Medida Provisória) na qual a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil poderão ajudar construtoras quase da mesma forma como ajudará os bancos que sofrem com a falta de liquidez. Carvalho critica a forma como a MP foi feita. “Faltou o governo conversar com os empresários do setor, porque esta MP vai ajudar somente uma meia dúzia de empresas que têm capital aberto, enquanto a maioria fica de fora sob o risco de quebrarem e nunca mais voltarem ao mercado”, pondera.De acordo com Carvalho, em Mato Grosso do Sul, o Fundo Nacional de Habitação, que utiliza recursos do FGTS, não está sendo liberado, o que tem diminuído o ritmo da construção civil. “Tememos que este fim de ano seja difícil para muita gente: para o trabalhador, que pode perder seu emprego, e para o chefe de família, que pode não ver o sonho da casa própria realizado”. Mesmo com todos os problemas, Carvalho está otimista quanto ao rumo do setor e da economia em geral. “O Brasil está no caminho certo. Só falta mais rapidez para que as decisões saiam de Brasília e cheguem aqui. Senão, a cada dia que passa mais uma empresa vai fechar”, prevê.

Fonte: CG News

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