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PDT vai aderir à frente pró piso do magistério

Política – 02/12/2008

O PDT recebeu orientação da direção nacional para apoiar em todo o país a implementação da lei que institui o piso do magistério. A informação é do presidente regional do partido, deputado estadual Ary Rigo. Esse posicionamento vai de encontro ao que defende no STF (Supremo Tribunal Federal) o governador André Puccinelli (PMDB), que assina ação para derrubar a lei, ao lado dos governadores do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Ceará.
Seguindo a orientação da cúpula, Rigo disse que os quatro deputados do PDT vão aderir à frente parlamentar pró piso do magistério, lançada na semana passada e que, por enquanto, só conta com a participação dos quatro petistas (Paulo Duarte, Pedro Kemp, Pedro Teruel e Amarildo Cruz) e do deputado Paulo Corrêa, do PR.
O PDT é um dos partidos da base de sustentação de Puccinelli, porém Rigo não acredita que esse posicionamento vá estragar a relação com o governador. Isso porque, a lei é fruto de projeto apresentado pelo senador Cristovam Buarque, uma das principais lideranças do PDT e militante destacado do setor educacional.
Outro que garantiu aderir à frente é o Professor Rinaldo, do PSDB. A decisão, nesse caso, é individual, em respeito a sua profissão. Professor Rinaldo também acha que o governador não vá se ofender com sua adesão à frente e ensaia uma defesa à postura de André, contrário à lei. Segundo o tucano, o que preocupa o governo não é o valor do piso, em si, de R$ 950, mas a redução da jornada do professor em sala de aula. A lei garante que um terço da jornada seja para preparar aulas, corrigir provas, entre outros trabalhos extraclasse.
Pressão
Pedro Kemp disse que o governo pressionou os parlamentares da base para não aderirem à frente. Segundo o petista, o secretário de Governo, Osmar Jerônymo, teria telefonado para cada parlamentar orientando-os a não assinar o manifesto. Os parlamentares ouvidos pelo Midiamax negaram ter recebido telefonema do secretário.
Entretanto, o líder do governo na Assembléia, Youssif Domingos (PMDB), disse que “quem comunga com a linha de pensamento do governo não vai assinar”. Isso porque, segundo ele, o governo tem dificuldades de implementar a lei, exatamente por causa da redução da jornada em classe, o que obrigaria a contratação de mais professores e não haveria recursos para tanto, diz Youssif.

Fonte: Midiamax

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