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Governo vai dar aumento de 13,45% para o magistério

Estado – 03/12/2008

Criticado por ter movido uma ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) contra a lei que estabelece o piso nacional dos professores, o governador André Puccinelli anunciou, nesta terça-feira, na Associação Nipo-Brasileira, para diretores das escolas estaduais, que dará aumento de 13,45% para o magistério. O reajuste eleva o piso salarial para R$ 950, cumprindo, em parte, a lei nacional.O aumento, superior ao combinado com a Fetems (Federação dos Trabalhadores na Educação), passará a valer já a partir de janeiro, apesar da data-base ser maio. “Vocês terão aumento quatro meses antes dos outros”, ressaltou o governador, em discurso de mais de uma hora aos professores. Nas contas do governador, o salário inicial dos professores de R$ 771,75, com 80% de regência de classe, totalizando R$ 1.406,79, passará a ser de R$ 950, com 60% de regência (um vencimento total de R$ 1.596). O impacto na folha será de aproximadamente R$ 6 milhões, passando de R$ 41 milhões para 47 milhões. O aumento leva em conta a inflação dos últimos oito meses. Como ainda não existem os índices IPCA-E de novembro e dezembro de 2008, foram usados os de abril e março.Puccinelli também reafirmou que cumprirá os acordos com as diversas categorias de servidores e que todos terão aumento acima da inflação a partir de maio, com excessão dos professores, que receberam a notícia dessa antecipação. Hora-aula – Com relação a ADI, o governador disse que se mantém firme na decisão de tentar derrubar o aumento no tempo de planejamento e conseqüente redução do tempo dos professores em sala de aula. Ele afirmou que irá lutar até o fim contra a mudança na jornada de trabalho dos professores.A lei determina que 33% da jornada de trabalho de 40 horas semanais deverá ser destinada ao planejamento. Atualmente, de cada 10 horas semanais trabalhadas, apenas uma é dedicada ao planejamento do ensino.O governador André Puccinelli é contra a ampliação do tempo de planejamento porque ela obrigaria a contratação de 1.900 professores no Estado. Puccinelli argumenta que como os professores têm acesso à internet e a sites de busca, não existiria a necessidade de mais tempo para planejamento. “Não sou a favor de mudar. A hora atividade foi feita quando não tinha internet e google”, disse.“Vadiagem” – Com relação à polêmica criada pelo uso da palavra “vadiagem” em uma entrevista à Agência Brasil sobre o piso do magistério, o governador reconheceu o erro, mas disse que não chamou os professores de vagabundos. “Aí, eu fiz a burrice de falar que, se aumentasse o tempo de planejamento, eu considero que haveria vadiagem”, disse. “Eu não precisava usar o vocábulo vadiagem”, reconheceu.

Fonte: CG News

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