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Desembargadores de MS aderem à conciliação em 2º Grau

Geral – 04/12/2008

A Semana da Conciliação está sendo realizada em todo o país desde o dia 1º de dezembro e terminará nesta sexta-feira (5). Em Mato Grosso do Sul, a grande novidade é a conciliação em segundo grau, e o número de desembargadores participando da mobilização: o Des. Luiz Tadeu Barbosa Silva teve 156 audiências agendadas, o Des. Sideni Soncini Pimentel 32, a Desa. Tânia Garcia de Feitas Borges 30, o Des. Fernando Mauro Moreira Marinho 50, o Des. Vladimir Abreu da Silva 62, e o Des. Luiz Carlos Santini apenas um processo, a pedido da parte. Todos os processos são de apelação cível.O mais entusiasta de implantação da cultura da conciliação é o Des. Vladimir que, apesar do número reduzido de audiências marcadas para a semana, avalia como muito boa a iniciativa. Ele acredita e defende a solução de forma rápida e definitiva das demandas, além da redução no número de processos que chegam ao Poder Judiciário se implantada a nova cultura de acordo.“Conciliar é um conceito totalmente novo, principalmente em segundo grau. Com exceção da Desa Tânia, na edição anterior da Semana da Conciliação, isso nunca foi feito em segundo grau em MS. Temos pontos positivos: as partes compareceram e houve propostas de acordo, o que nos permitiu perceber a pré-disposição das partes. Embora nem todas as audiências tenham resultado em acordo, diversas propostas foram levadas para apreciação. O importante é persistir na implantação da conciliação”, disse e desembargador Vladimir.Para o desembargador, uma das vantagens da conciliação é a possibilidade de ouvir as partes pessoalmente, aproximando a justiça do cidadão nesta forma alternativa de resolução de conflitos. “Gosto dessa proximidade porque ajuda a entender melhor a situação que está por trás do conflito. Podemos perceber o ponto de vista de cada parte, que é mais ou menos intransigente, enfim a disposição em fazer ou não o acordo, mas esse é um posicionamento pessoal”, completou.Para 2009, o Des. Vladimir Abreu da Silva está estudando a possibilidade de fazer a conciliação mensalmente. Ele pretende separar ações de danos morais envolvendo empresas permissionárias como bancos, por exemplo. “A idéia é continuar disseminando a nova cultura. Existem ainda alguns pontos a serem acertados, mas é nossa pretensão continuar conciliando”, concluiu.Outro a reconhecer a dificuldade de conciliação em segundo grau é o Des. Luiz Tadeu Barbosa Silva. Contudo, ele garante que está valendo a pena participar da Semana da Conciliação. “Em grau de recurso é muito difícil. Mesmo assim, creio que temos que continuar em nossa função de conscientizar e acho até que estamos conseguindo isso. Muitas bancos apareceram para audiências com propostas para a parte contrária e estas é que não vieram”, contou.O desembargador apontou a repercussão positiva da conciliação em primeiro, divulgada pela imprensa, e apostou na próxima edição da mobilização. “Fizemos muitas pessoas pensarem na relevância da conciliação e isso é um ótimo começo. Temos que continuar”, finalizou.

Fonte: Folha de Dourados

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