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Notebooks transformam-se em ferramentas de ensino nas unidades do Sesi e Senai

Geral – 17/12/2008

Notebooks transformam-se em ferramentas de ensino nas unidades do Sesi e Senai

Os cerca de 160 notebooks entregues no primeiro trimestre deste ano pelo Sistema Fiems aos professores e técnicos das unidades do Sesi (Serviço Social da Indústria) e Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) em Campo Grande, Corumbá, Três Lagoas, Dourados e Naviraí já deram os primeiros frutos na educação básica e profissional desenvolvidas pelos profissionais duas entidades.Ao todo foram cerca de 80 para professores e técnicos do Senai e em torno de 70 para os profissionais das unidades do Sesi no âmbito do programa de inclusão digital do Educação para a Nova Indústria desenvolvido pela CNI – Confederação Nacional da Indústria – para ampliar o acesso à tecnologia para educadores e técnicos das unidades operacionais do Sistema Indústria em todo o País.RevoluçãoPara o professor Alcides Peres Júnior, que ministra aulas de matemática e física na Escola do Sesi de Dourados, a rotina em sala com seus alunos mudou para melhor desde que recebeu o notebook em maio deste ano. Ele conta que revolucionou a didática, deixando mais atrativas as duas disciplinas mais temidas pelos estudantes, com a exibição de clipes musicais que, a cada acorde, trazem uma mensagem de incentivo.A aluna Marlene Flores, que tem 40 anos e faz a segunda fase da EJA (Educação de Jovens e Adultos), derrama-se em lágrimas ao falar das aulas de Alcides Jr. “Depois de tantos anos, eu estou tendo a oportunidade de um novo começo e eu preciso fazer melhor. Não posso falhar comigo, nem com os meus sonhos”, desabafou.O professor completa que sua intenção “é sempre motivar os alunos e, além disso, incrementar o conteúdo das aulas com o uso do notebook que recebemos é função nossa”. Ainda segundo ele, o computador portátil trouxe uma nova fase para as disciplinas, pois confere agilidade ao trabalho dos docentes, melhorando a prática pedagógica. “Antes eu usava lousa, livro e giz para ensinar os conceitos, hoje nós, alunos e professores, usamos a Internet. Por exemplo, na última aula de matemática sobre a Seqüência Fibonacci e o Número de Ouro dos Gregos pudemos demonstrar isso através de pesquisa encontramos na natureza, modelos como os girassóis e as pinhas e nas artes plásticas, os quadros de Leonardo da Vinci entre outros”, recordou-se. Trabalhos Na avaliação da professora Simone Goulart Dias, que leciona matemática na Escola do Sesi Maria José Castello Zahra, em Campo Grande, os notebooks também contribuíram para diversificar as formas de apresentar os trabalhos e também contribuíram para despertar a curiosidade dos estudantes. “Depois da chegada deles, da mesma forma que mudamos a forma de preparar as aulas, os alunos corresponderam e passaram a produzir e entregar trabalhos no programa Power Point, o que tornou a apresentação e a troca de informações muito mais interessante para todos”, analisou, completando que isso melhorou a disposição, o aprendizado e até mesmo a convivência. Ainda de acordo com ela, com o notebook foi possível criar arquivos individuais para cada aluno, contendo registros das informações do dia-a-dia de atividades em sala e do seu comportamento. “É um arquivo de cada um dos nossos alunos com foto e registros importantes que são discutidos entre os professores nas reuniões de conselho e também são passados para os pais a qualquer momento sem detrimento de qualquer detalhe”, explicou Simone Dias, que teve a proposta aceita pelos outros educadores que também produziram seus arquivos.FormaçãoA tecnologia móvel também trouxe mudanças significativas nas aulas do instrutor Rodolfo Marócchio Tavares, que ministra o curso de Administração Industrial da Escola do Senai da Capital. “Este é um dos cursos mais procurados e, conseqüentemente, um dos que mais forma. Por isso, acompanhar esse interesse com modelos tecnológicos diferentes, tornou as aulas muito mais interessantes e dinâmicas”, revelou, destacando que as aulas ficaram mais dinâmicas com a utilização do notebook.Para a instrutora do curso de Costura Industrial da unidade móvel da Escola do Senai de Campo Grande, Maria Espinoza, o notebook que recebeu a fez mudar de paradigmas. “Antes não entendia nada, achava que não precisava dele para as aulas, mas hoje, depois de me qualificar, vejo que eu mudei, aprendi mais coisas e, por conta disso, as aulas também ficaram diferentes, mas atrativas e modernas”, explicou. Ela ainda acrescentou que usa o computador como recurso didático na preparação e apresentação das aulas, muitas vezes realizados na carreta da unidade móvel. E, segundo Maria Espinoza, a família também mudou com a chegada do notebook. “Eu classifico minha família em antes e depois do computador portátil. Após termos acesso ao notebook e à tecnologia que hoje temos acesso por meio dele, nossa vida mudou”, disse. Mobilidade“Com certeza esses notebooks trouxeram mobilidade e agilidade no ensino”, revelou o engenheiro-mecânico Zoé Túlio Paixão, responsável pelos cursos técnicos do Senai de Corumbá. “Algumas aulas ficaram muito mais produtivas. Nas aulas da área de hidráulica, por exemplo, com o notebook e o data show os alunos podem associar conhecimento lógico com o visual e isso é imprescindível para a absorção do conteúdo”, pontuou. Para Izabel Cristina da Silva, professora de Educação Infantil da Escola do Sesi de Três Lagoas, o notebook significou mudanças na rotina escolar, mas principalmente evidenciou a valorização dela como profissional perante a família e a sociedade. “Já trabalhei em outros locais também, mas aqui no Sesi me sinto valorizada e estimulada a me desenvolver ainda mais como professora, tanto pela forma como sou tratada pelo modo como isso é evidenciado. Ganhar esse notebook demonstra bem isso na prática e, quando isso acontece, toda uma cadeia reage, hoje minha família, meus vizinhos e minha comunidade passaram a me respeitar de uma forma diferente por perceberem que eu sou valorizada aqui”, revelou emocionada.

Fonte: Assessoria

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