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As ruas e avenidas do centro de Dourados

Tradicionalmente nos municípios as ruas da região central são nomeadas com personagens, datas ou locais que simbolizam a história local

Especial Aniversário – 20/12/2008

Tradicionalmente nos municípios brasileiros as ruas da região central são nomeadas com personagens, datas ou locais que simbolizam a história local.
Em Dourados não é diferente já que, na região central, pioneiros e personalidades nacionais (ex-presidente da República Getúlio Vargas), além de Estados e municípios (Mato Grosso, Ponta Porã, Cuiabá), dão nomes às ruas e avenidas.
Ocorre que com o passar dos anos, as novas gerações e mesmo as pessoas que vieram de outros rincões não têm a mínima noção da origem dos nomes das ruas e avenidas.
A Folha de Dourados vai revirar o baú, informando a sociedade douradense um pouco do seu passado e, assim, prestar uma justa homenagem aos pioneiros, autoridades, ou seja, aos que compuseram a nossa história.
 
Albino Torraca – Nasceu em Conceição, no Paraguai, em 30 de julho de 1887. Filho de Francisco Torraca e Carmem Benites Torraca. Irmãos: Francisco, João José, Adélia, Atílio, Carmem Morosina, Julieta e Diuílio. Casou-se com Deodolinda Pires Torraca com quem teve cinco filhos: Legurio, Lugo Carmem, Eltrúria e Syria. Cursou o primário em escolas de fazenda. Veio para Dourados em 1894 onde residiu até sua morte. Faleceu em Dourados no dia 7 de outubro de 1962.
Antônio de Carvalho – Carvalhinho, como era conhecido, nasceu em Guarariba/ PB, aos 27 de maio de 1900. Filho de Manoel José de Carvalho e Cândida de Carvalho, casou-se com Gasparina de Matos Carvalho com quem teve uma filha Neusa Carvalho do Amaral e criou a sobrinha Generosa Cortês de Lucena. Participou da inspeção da fronteira junto com general Rondon em 1929, foi prefeito de Dourados de 1948 a 1951, presidente do diretório da Arena (partido político), criou e estruturou a primeira feira livre de Dourados, arborizou as Ruas Marcelino Pires e João Cândido Câmara e a Praça Antônio João enquanto prefeito. Faleceu aos 24 de fevereiro de 1988 em Dourados.
Antônio Emilio de Figueiredo – Nasceu em Cuiabá -MT em 28 de maio de 1901. Filho de Francisco Pinto de Figueiredo e Ana Luiza de Figueiredo, tinha quatro irmãs. Casou-se com Adélia Pedroso de Figueiredo com quem teve apenas um filho: Harrison de Figueiredo. Cursou o primário em Cuiabá, onde residiu até ingressar no serviço militar. Veio para Dourados em 1924 vivendo aqui por 40 anos. Com relação ao trabalho realizado em Dourados, destaca-se a sua administração na construção do aeroporto da cidade, foi agropecuarista, tornou-se vereador eleito em 1947, sendo o primeiro presidente da Câmara de Vereadores de Dourados por ter sido o vereador mais votado, dotando a Casa do primeiro regimento interno. Faleceu em Presidente Prudente em 2 de junho de 1974.
Benjamin Constant – Benjamin Constant Botelho de Magalhães, o grande líder republicano, nasceu em Niterói, Rio de Janeiro, em 1836. Ingressou aos 15 anos na Escola Militar e fez carreira no Exército. Bacharelou-se em Ciências Físicas e Matemáticas. Já Capitão, recebeu ordem de tomar parte na Guerra do Paraguai. Em 1869, substitui seu sogro no cargo de diretor do Instituto dos Meninos Cegos (atual Instituto Benjamin Constant). Passou também a lecionar matemática em diversos estabelecimentos de ensino do Rio de Janeiro. Em 1886 resolveu tomar posição frente a grandes problemas que começavam a desafiar o futuro do País. Aderiu a luta pela abolição da escravatura e se engajou ao movimento pela Proclamação da República. Apoiado pelos alunos da Escola Superior de Guerra conseguiu convencer Deodoro da Fonseca a Proclamar a República e não simplesmente derrubar o Ministério. No dia 15 de novembro de 1889, graças a liderança de Constant, o simples fato de sua presença a frente das tropas republicanas muito contribuiu para não ter ocorrido derramamento de sangue. No novo Regime, propôs a criação do Ministério da Instrução Pública, para o qual ele próprio foi nomeado pelo Governo Provisório. De sua atuação no governo resultaram: a adoção da atual Bandeira, a lei de separação entre Igreja e Estado e a reforma do Ensino. Promovido a general em 1890, nesse mesmo ano deixou a pasta do Ministério e se recolheu a vida privada. Faleceu no Rio de Janeiro em 1891.
 
Ciro Melo – Nasceu em Cruz Alta – RS em 27 de outubro de 1884. Veio para Dourados em 1925, onde trabalhou como agropecuarista, promotor público, professor, coletor público, vereador, 1º secretário da Câmara de Vereadores e comerciante. Fundador e presidente da Cooperativa de Erva Mate de Dourados e da UDN (União Democrática Nacional), foi também membro do Rotary de Dourados. Faleceu em Dourados em 30 de abril de 1962.
Cuiabá – Rio e cidade do estado de MT. Capital do Estado teve origem nas jazidas de ouro descobertas por Pascoal Moreira Cabral em 1718 as margens dos rios Cuiabá e Coxipó. Teve grande desenvolvimento a partir da divisão do estado em 1979, localizado no limite entre Pantanal e Chapada, a cidade reúne importância comercial e político-administrativa.
Dr. Camilo Ermelindo da Silva – Nasceu em Caracol, hoje Andradas-MG, em 15 de junho de 1896. Homem culto, falava cinco idiomas, era amante inveterado da leitura e escreveu várias poesias. Trabalhou como médico de 1944 a 1949 na Colônia Agrícola Federal de Dourados, foi também médico da Missão Evangélica Caiuá e da Cia Mate Laranjeira. Participou diretamente da criação dos municípios de Dourados e Itaporã. Em 1952, elegeu-se deputado estadual pelo PSD, foi um dos primeiros a apresentar um projeto pedindo a divisão do Estado. Graças a sua atuação política foram autorizados os recursos para OMS (Organização Mundial de Saúde), para a construção do Hospital Regional. Faleceu em 21 de abril de 1968.
Firmino Vieira de Matos – Nasceu em 27 de dezembro de 1883 e em 23 de junho de 1905 casou-se com Anna Jacintha Vieira de Oliveira. Residiu até o ano de 1908 em Pedro Juan Caballero/Paraguai, quando foi transferido para Potreiro Guassú do Patrimônio de Dourados. Foi membro da Comissão de Emancipação do Município, coube ao coronel Firmino na qualidade de presidente do Diretório Coligado, em 22 de janeiro de 1936, instalar e dar posse ao 1º prefeito de Dourados, coronel João Vicente de Ferreira. Em 1929, foi subdelegado de polícia de Dourados, foi eleito vereador na 1º eleição realizada neste município. Tornou-se presidente do diretório do Partido Social Democrático (PSD) e trabalhou por longo período como líder do partido. Faleceu em 14 de janeiro de 1959.
Floriano Peixoto – Marechal Floriano Vieira Peixoto, nasceu em Maceió – AL em 1839. Ingressou na Escola Militar, dando inicio a uma gloriosa carreira no Exército. Foi designado para comandar um batalhão de infantaria em Bagé (RS). Participou da Guerra do Paraguai, comandando uma esquadra de navios e posteriormente um batalhão de voluntários e foi honrado com vários títulos e medalhas. Após a guerra galgou postos e foi incumbido de exercer importantes cargos no Exército. Bacharelou-se em Ciências Físicas e Matemáticas, fez parte da campanha abolicionista e recusou a resistir ao levante das tropas chefiadas por Deodoro da Fonseca. Em 1890, foi promovido a Marechal de Exército, ocupou o Ministério da Guerra e foi eleito senador por Alagoas à Constituinte Federal. Em 1891, elegeu-se vice-presidente da República e, em 23 de novembro de 1891, assumiu a presidência devido a renúncia de Deodoro. Faleceu na Divisa, hoje Floriano (RJ) em 1895.
Hayel Bon Faker – Nasceu em Damasco na Síria em 19 de Março de 1913. Filho de Ismael Fandi Faker e Adib Faker. Casou-se com Carmem Faker Soares com quem teve sete filhos: Fandi, Amine, Anis, Adib, Munir, Fause e Amir Faker. Cursou o primário. Veio para Dourados em setembro de 1937. Foi comerciante, fundador do Ubiratan, um dos fundadores da Associação de Comerciantes de Dourados, sendo seu presidente várias vezes. Foi o fundador da Loja Maçônica de Dourados. Faleceu em Dourados em 29 de fevereiro de 1979.
Hilda Bergo Duarte – Nasceu em Belo Horizonte – MG em 17 de março de 1910. Filha de João Batista Bergo e Henriqueta Vecchi Bergo. Casou-se com Antônio Alves Duarte com quem teve cinco filhos: Wilson, Norma, Thais, Antônio Eugênio e Hilda Henriqueta. Cursou a escola normal e enfermagem prática. Veio para Dourados em 1946. Foi enfermeira e uma das primeiras professoras de Dourados, no Ginásio Osvaldo Cruz. Criou o primeiro grupo teatral e o primeiro grupo coral do município. Faleceu em Dourados em 8 de julho de 1962.
João Cândido da Câmara – Nasceu em 3 de outubro de 1892, em Olhão, província de Algarve em Portugal, chegou a Dourados em 1912, exercia a função de escrivão da paz do Cartório de Dourados, foi comerciante montando inicialmente a Casa Portuguesa, depois a Luso Brasileira e finalmente montou um bar, o ‘Bar do seu Câmara’. Casou-se  com Maria Rosa Antunes da Silveira em 1927 com quem teve seis filhos: Umbelina, João Totó Câmara, Sócrates, Maria da Luz, Madalena e José. Foi um dos fundadores da Associação Comercial de Dourados, em 29 de maio de 1945. Fez parte da Comissão para transformação do Distrito de Dourados em município. Faleceu em 3 de julho de 1963. A Rua que leva seu nome foi um projeto de lei de autoria do vereador Cider Cerzósimo de Souza em 1963.
João Rosa Góes – Nasceu em São José da Boa Vista – PR em 7 de setembro de 1875. Filho do Coronel Rosa e Emidia Rosa. Casou-se com Francisca Claudina Rosa com quem teve três filhos: Julia, Alcides e Emidio. Cursou o primeiro grau. Residiu em Dourados por 18 anos e em Rio Brilhante por 12 anos. Comerciante, fundou a Casa Camponesa. Muitas vezes recebeu convites para ocupar cargos políticos, mas nunca aceitou. Batalhou muito para a Emancipação da cidade, que pertencia a Ponta Porã. Em 1936 fez parte do primeiro Conselho Consultivo Municipal, na gestão do então prefeito João Vicente Ferreira. Faleceu em Campinas – SP em 19 de setembro de 1938.
João Vicente de Ferreira – Chegou a Dourados no ano de 1896, onde comprou o título de uma fazenda chamada curral de arame. Sua esposa a Dona Sinhá (Elizena Muzzi) falava o dialeto tupi guarani facilitando contato com os índios que aqui estavam estabelecidos. Fornecia arroz, milho e charque para a Companhia Mate Laranjeira e recebia em troca mercadorias estrangeiras tais como sal, arame, tecidos e outros, que, posteriormente, serviriam de presentes para os índios, cativando sua amizade e confiança. Abraçou a carreira política em 7 de novembro de 1925, sendo eleito vice-intendente do município de Ponta Porã. Membro ativo da Comissão de Emancipação do município de Dourados, foi nomeado como primeiro prefeito desta cidade pelo então governador do Estado Mario Correia da Costa. Faleceu em 10 de dezembro de 1953 com 87 anos.
Joaquim Alves Taveira – Nasceu em 24 de novembro de 1904 em Várzea Alegre – CE. Filho de Manoel Alves Taveira e Raquel Alves Taveira. Irmãos: Raimundo e Manoel. Casou-se com Guilhermina Taveira de Souza com quem teve dois filhos: Terezinha e Josimar. Cursou o primário. Veio para Dourados em junho de 1949, residindo na Rua Cuiabá e depois na Rua Quintino Bocaiúva por cerca de 46 anos. Era construtor e foi um dos fundadores da Colônia Federal e funcionário do SAPS (atual INSS). Faleceu em Dourados aos 09 de novembro de 1978.
Joaquim Teixeira Alves – Nasceu em Passo Fundo – RS em 1873. Casou-se com Pureza Carneiro Alves com quem teve quatro filhos: Salustiano, Espirituosa, Izaura e João. Veio para Dourados em 1903, quando era Capitão da 3ª Companhia do Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional. Logo que aqui chegou, tomou posse de uma área de terras compreendida entre a Cabeceira Alegre, Cemitério, Salto e atual região central da Avenida Weimar Gonçalves Torres para baixo, indo até a Rua Albino Torraca. Parte da área ocupada por Joaquim, foi transformada na povoação de Dourados, tendo em 1915, o Decreto Governamental reservado até a área do nascente Povoado. Faleceu em Dourados em 20 de fevereiro de 1916. Em janeiro de 1967, após mais de 50 anos de sua morte, o então presidente da câmara, Cider Cerzósimo de Souza, apresentou projeto de lei que aprovado, denominou uma das principais avenidas desta cidade com o nome do pioneiro, constituindo merecida homenagem.  
Major Capilé – Manoel Pompeo Capilé nasceu em Castro – PR em 1854. Filho de Antônio da Silva Pompeo e Sara da Silva Pompeo. Irmão: Silva Pompeo Capilé. Casou-se com Genoveva Capilé com quem teve sete filhos: Arthur, Diógenes, João Augusto, Ivo, Antônio, Sérgio e Aurora. Conclui o primeiro grau. Veio para Dourados em 1913 onde residiu por 31 anos. Era farmacêutico, prático em sua farmácia instalada em frente a sua casa. Também atuou como médico e dentista. Exerceu o cargo de Major-médico da Guarda Nacional. Faleceu em Dourados em 1944.
Marcelino Pires – Marcelino José Pires Martins, nasceu em Jataizinho – PR em 18 de outubro de 1859. Filho de João Pires e Maria Martins. Irmãos: João, Ezequiel e Francisco. Casou-se com Eulália Pires com quem teve 12 filhos: Olinda, Josué, Diolinda, Selamina, João Damasceno, Fabiana, Maria, Elizarina, Ranulpho, Raul, Juvenal e Landolfo. Veio para Dourados em 1888, mais especificamente para o Porto do Café, perto da Colônia de Santa Terezinha, ali plantando café. Em 1902 deu 100 vacas pela Fazenda Alvorada. Em 1908, Marcelino, juntamente com outros pioneiros, fizeram o pedido de uma gleba de terra de 3.600 hectares, para o Patrimônio de Dourados, ao governador Pedro Celestino Corrêa da Costa. Quando o governador autorizou a criação do Patrimônio, Marcelino chamou os vizinhos e firmou três cruzes, colocando o nome de Três Padroeiras. Floriano Brum esteve presente e foi o padrinho da Rua principal, batizando-a de Marcelino Pires. Faleceu em Dourados no dia 6 de julho de 1915, aos 56 anos de idade.
Monte Alegre – José da Costa Carvalho, Marquês de Monte Alegre, jurista e político brasileiro, nasceu em 1796 na Penha – BA. Diplomado em Leis em Coimbra em 1819, foi para São Paulo em função inicial da magistratura. Foi constituinte de 1823 e depois da dissolução voltou para São Paulo onde se radicou, fundando o Farol Paulistano. Voltando à Câmara após a abdicação, foi eleito para integrar a Regência Trina Permanente. Ainda exercia essa função quando resolveu recolher-se a São Paulo, para reassumir sua cátedra e a direção da Faculdade de Direito. Ainda foi depois, senador do Império, representando a província de Sergipe, barão, visconde e marquês de Monte Alegre e presidente de São Paulo. Em 1848 foi-lhe confiada a pasta do Império, em que se manteve até 1852. Faleceu em 1860 em São Paulo.
Nelson de Araújo – Nasceu em Juiz de Fora – MG em 7 de julho de 1905. Filho de Leopoldino de Araújo e Carolina Becker de Araújo. Estudou medicina na Universidade do Rio de Janeiro. Chegou a Dourados em 1929, juntamente com o agrônomo João José da Silva e sua família. Veio com o objetivo de ajudar na Missão Caiuá. Era da Igreja Evangélica Metodista e posteriormente virou membro da Congregação Presbiterial. Foi eleito tesoureiro do esforço cristão em 1949 e em 1951 foi eleito Presbítero da Igreja Presbiteriana e morava na chácara da Missão Caiuá, ou seja, a sede. Em 1936, foi nomeado para o recém criado Conselho Consultivo de Dourados (que exercia a mesma função da câmara de vereadores), sendo eleito seu presidente. Médico missionário e humanitário, fez sua opção pela cidade de Dourados e aqui construiu uma vida de dedicação a causas dos índios e em benefícios dos menos favorecidos. A convivência com os índios fez criar grande afinidade terminando por criar dois deles como filho, sendo que solteiro. Não teve filhos biológicos. Foi presidente do Clube Social de Dourados e da Associação Rural de Dourados e ao introduzir-se na política, obteve grandioso sucesso nas urnas de 1950, elegendo-se prefeito de Dourados entre 1951 e 1955. Faleceu no Rio de Janeiro em junho de 1966.
Oliveira Marques – supostamente alguém da CAND, que chegou, ficou pouco tempo e foi embora. Nenhum livro fala a respeito. Asturio Dauzacker está realizando uma pesquisa para compor um livro a respeito deste nome.
Onofre Pereira de Matos – Nasceu em São Luiz Gonzaga-RS em 12 de fevereiro de 1887. Junto com sua família, chegou a Dourados em 1902, indo para Bela Vista onde ficou até 1912, quando retornou para Dourados. Participou de três revoluções, saindo vitorioso de todas. O último movimento foi na década de 30 quando pertencia ao Partido Liberal lutando a favor das forças governamentais. Foi nomeado suplente de subdelegado, subdelegado e 1º delegado de polícia de Dourados, pelo então governador Mario Correia. Também  foi chefe político por muitos anos, presidindo o PSD e participou da Comissão de Emancipação do município. Mantinha o jeito característico do sul, usava bombachas, lenço no pescoço e falava com sotaque gaúcho. Faleceu em 22 de abril de 1969.
Ponta Porã – Município do Estado de MS, fica no sul do Estado, na fronteira com o Paraguai. Seu território é rico em recursos de água (Apa, Amambai, Dourados, São João, Santa Maria). Suas principais atividades econômicas são a extração e o beneficiamento de erva-mate e a criação de bovinos. O município é servido pela Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, por rodovias e conta com um aeroporto. Mantém intercâmbio comercial com as cidades paraguaias de Pedro Juan Caballero, do outro lado da fronteira e Concepcion, mais para o interior. A origem do município foi a Paróquia de Ponta Porã criada em 1900. Logo surgiu em torno dela uma povoação. Em 1912, a povoação foi elevada a vila, sendo na mesma ocasião instalado o município de Ponta Porã passando a cidade em 1920. Antes de sua Emancipação, Dourados pertencia ao município de Ponta Porã.
Presidente Vargas – Getúlio Dornelles Vargas nasceu em 19 de abril de 1883 em São Borja – RS. Filho de Manoel do Nascimento Vargas e Cândida Dornelles Vargas. Irmãos: Viriato, Protasio, Espartaco e Benjamin. Casou-se com Darci Vargas com quem teve cinco filhos: Lutero, Jandira, Alzira, Emanuel Antônio e Getúlio Vargas Filho. Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de Porto Alegre em 1907, exerceu o cargo de promotor público e a advocacia. Eleito por duas vezes deputado estadual, foi deputado federal, Ministro da Fazenda, senador e presidente da Província de Rio Grande do Sul. Foi o presidente da República do Brasil que ficou por mais tempo no poder (1930/45; 1950/54). Seu governo caracterizou-se pelas reformas sociais e pela participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial. Foi membro da Academia Brasileira de Letras. Devido a uma série de incidentes políticos, suicidou-se em 24 de agosto de 1954 no Rio de Janeiro.
Quintino Bocaiúva – Quintino Antônio Ferreira de Souza Bocaiúva nasceu no Rio de Janeiro em 1836. Foi revisor e tipógrafo. Foi fundador dos jornais ‘O Globo’ e ‘País’. Ele adotou o nome de Bocaiúva. Adepto das idéias republicanas, foi redator do manifesto de 3 de dezembro de 1890 e fundador do Partido Republicano, participando da conspiração contra a Monarquia. Assim que foi proclamada a República assumiu a pasta das Relações Exteriores, e, interinamente, a da Agricultura. Foi senador e governador do Estado do Rio de Janeiro. Além de grande produção jornalística, escreveu crítica “Estudos críticos e literários’ (1856) e peças teatrais ‘Onfália” (1860), ‘Os mineiros da desgraça’ (1862). Deixou também poesias e obras sobre assuntos diversos. Faleceu em 1912.
Toshinobu katayama – Nasceu em Kuga-Yamaguchi-Ken no Japão em 09 de janeiro de 1916. Filho de Kousaku Katayama e Ritsu Katayama. Casou-se com Tomie Katayama com quem teve cinco filhos: Hideki, Ernesto Hiroshi, Olimpio Massao, Gilberto Toshiyasu e Elza Mitiko. Cursou o primário na Escola Primaria e Secundaria Kuga. Veio para Dourados em 1952, instalando-se à Rua Toshinobu Katayama (antiga Rua Espírito Santo), por 28 anos. Foi comerciante, pecuarista e prestador de serviços. Fundador e presidente do Clube Nipônico por oito mandatos, fundador e presidente da Associação Cultural Nipo-brasileira Sul-mato-grossense por 16 anos. Faleceu em Dourados em 16 de março de 1980.
Weimar Gonçalves Torres – Nasceu em Ponta Porã em 6 de dezembro de 1923. Filho de José Rangel dos Passos Torres e Dionísia Gonçalves Torres. Irmãos: Glória, Ivone e Galba. Casou-se com Adiles do Amaral Torres com quem teve três filhos: Blanche, Weimar Gonçalves Torres Junior e June Ângela. Formou-se na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro. Veio para Dourados em maio de 1948, onde exerceu cargos como advogado, jornalista, político e poeta. Foi um dos elaboradores dos estatutos do Clube Social Dourados, tendo sido seu terceiro presidente. Foi também fundador do jornal O Progresso e exerceu o cargo de promotor de justiça da Câmara de Dourados. Dirigiu a Rádio Clube de Dourados, sendo sonoplasta, foi membro do Lions e Rotary Clube de Dourados e por final foi deputado federal. Faleceu em 14 de novembro de 1969. (Francielle Oliveira e Aliny Fernandes)

Fonte: Folha de Dourados

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