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Democratas consolidam maioria na Câmara e no Senado, mostra projeção CNN

Americanos foram às urnas para as Eleições de Meio de Mandato, as Midterms, quando são renovados todos os deputados americanos e um terço dos senadores

Yasmin Caetano e Lucas Teixeira, da CNN Brasil –

Ao passar da faixa de 218 cadeiras na Câmara dos Representantes e 51 no Senado dos Estados Unidos, o Partido Democrata consolidará o controle do Congresso pelos próximos dois anos, aponta a projeção eleitoral da CNN. 

Os americanos foram às urnas nesta terça-feira (3) para as Eleições de Meio de Mandato, as Midterms, quando são renovados todos os deputados americanos e um terço dos senadores.

Neste ano, também estavam em disputa os governos de 36 estados, além de outros cargos locais.

Para conquistar a maioria, os democratas avançaram em estados republicanos, vencendo disputas em áreas que não elegiam um candidato do partido há décadas.

Isso inclui a conquista de uma cadeira no Senado na Carolina do Sul, estado vencido por Trump com uma margem de 18 pontos percentuais em 2024, e outra no Texas, que não elegia um democrata para o senado desde 1988.

Além disso, obtiveram uma vitória no Kansas, estado que não elegia um senador democrata desde 1932.

Foram ao menos 7 viradas no Senado e 27 na Câmara, quando eram necessários quatro assentos a mais em cada Casa.

No governo executivo, dos 36 casos em disputa, os democratas conquistaram ao menos 17 novos governadores, cinco deles em estados até então chefiados por republicanos. O partido de Donald Trump ficou com 12, segundo projeções.

Apenas duas vezes nos últimos 50 anos o controle de ambas as casas legislativas mudou no mesmo ciclo eleitoral.

Veja aqui o mapa da apuração dos resultados das Eleições de Meio de Mandato dos EUA

Impactos para Trump

A votação foi considerada, em paralelo, um referendo sobre o governo de Donald Trump, segundo especialistas.

A inflação e o custo de vida — especialmente relacionado aos combustíveis — estão entre as principais preocupações dos americanos.

O cenário se soma a outro dos principais problemas políticos de Trump: a guerra com o Irã, iniciada em fevereiro e ainda sem um acordo para encerrá-la.

Ele chegou ao dia de votação em um momento de baixa aprovação. Uma pesquisa Reuters/Ipsos publicada no dia 26 de outubro mostra que 32% dos americanos viam seu governo de forma positiva.

A importante vitória garante ao partido democrata poder para fiscalizar as ações tomadas pelo governo Trump, que já afirmou a veículos americanos que aceitará os resultados na madrugada desta quarta-feira (4), quando as urnas eram apuradas. No entanto, não reconheceu o impacto de sua rejeição para os resultados nas urnas.

“Não encaro isso como um golpe contra mim”, disse em entrevista à Fox News.

“Tivemos os dois melhores anos na história da presidência em termos de economia, em termos de tudo o que realizamos”, declarou, ao mesmo tempo em que reconheceu o impacto da guerra do Irã para os eleitores. “Não aceitaram o impacto de curto prazo nos preços da gasolina.”

Ao ser questionado sobre qual seria sua mensagem final ao povo americano, o presidente parabenizou o partido adversário.

“Bem, digo o seguinte: parabéns aos democratas”, declarou Trump. “Eles fizeram um bom trabalho. Estavam buscando isso há 11 anos e, finalmente, conseguiram”, disse.

Mais cedo, na mesma entrevista, Trump atribuiu as derrotas aos candidatos republicanos que ele apoiou. Ele afirmou que alguns deles “lutaram contra mim” e não conseguiram inspirar sua base a comparecer às urnas.

Por outro lado, ao longo da campanha eleitoral, o presidente insistiu para que eleitores pensassem nele na hora do voto.

“Vocês precisam me fazer o maior favor que já me fizeram: fingir que eu estou nas cédulas”, disse na convenção do Partido Republicano, no início de setembro.

*Com informações de Alejandra Jaramillo, da CNN

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