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Projeto do IFMS Dourados conquista 1º e 3º lugares em feiras científicas

O projeto Mitã Kuña’Ikuerã: Empoderando as Meninas pela Leitura, desenvolvido no
Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), Campus Dourados, encerrou o mês de
outubro com importantes conquistas em duas feiras científicas. Entre os dias 18 e 21 de
outubro, a pesquisa participou da Feira de Tecnologias, Engenharias e Ciências de Mato
Grosso do Sul (FETEC-MS), realizada pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
(UFMS), onde conquistou o primeiro lugar na categoria Ciências Sociais Aplicadas e uma
credencial internacional para participar da Gua’a CITEC CNL 2027, em Luque, no
Paraguai.

Na sequência, entre os dias 26 e 31 de outubro, o projeto também integrou a programação
da MOSTRATEC Liberato, no Rio Grande do Sul, conquistando o terceiro lugar na
categoria Educação e Humanidades e uma credencial para a Expo Nacional MILSET,
ampliando ainda mais as possibilidades de circulação e reconhecimento da pesquisa em
espaços de divulgação científica.

A pesquisa é desenvolvida pelas estudantes Vitória Silva Coiado, Lorena Geraldis Gomes
e Kamilly Vitória Ferreira de Souza, sob orientação da professora Karina Kristiane
Vicelli. O trabalho busca democratizar o acesso à educação, fortalecer o empoderamento
feminino e valorizar a diversidade cultural, com o compromisso de ampliar as
oportunidades educacionais para meninas e mulheres indígenas, negras, pardas e em
situação de vulnerabilidade social.

O Mitã Kuña’Ikuerã nasceu da compreensão de que o acesso à educação e à leitura ainda
é atravessado por desigualdades sociais, econômicas, culturais e territoriais. A iniciativa
articula pesquisa e ações práticas em comunidades indígenas e espaços educacionais,
promovendo o contato com a leitura, a valorização das identidades culturais e o
fortalecimento do protagonismo feminino. Por meio de atividades educativas e
experiências de aproximação com o ambiente escolar e científico, o projeto busca
construir pontes entre o IFMS e comunidades que historicamente enfrentam barreiras de
acesso às oportunidades educacionais. Mais do que incentivar a leitura, a proposta é
contribuir para que meninas reconheçam seu potencial, tenham acesso a novos horizontes
e encontrem na educação possibilidades de autonomia e transformação.

As conquistas representam não apenas o reconhecimento acadêmico da pesquisa, mas
também a importância de iniciativas que aproximam a produção científica das realidades
sociais. Ao abordar as desigualdades educacionais e os desafios enfrentados por meninas
historicamente invisibilizadas, o projeto evidencia o papel da educação como instrumento
de transformação social, emancipação e construção de oportunidades.

Projeto do IFMS Dourados conquista 1º e 3º lugares em feiras científicas

A participação nas duas feiras proporcionou às estudantes experiências que ultrapassam
a apresentação de resultados. O contato com pesquisadores, avaliadores, estudantes eprojetos de diferentes regiões possibilitou o intercâmbio de conhecimentos, a construção
de novas conexões e o desenvolvimento de habilidades como comunicação científica,
argumentação, pensamento crítico e protagonismo juvenil. A vivência também permitiu
conhecer diferentes perspectivas de pesquisa e compreender as múltiplas possibilidades
de atuação da ciência na sociedade.

Para o IFMS Campus Dourados, os resultados reforçam a relevância da pesquisa
científica desenvolvida na instituição e sua contribuição para uma educação pública,
inclusiva e socialmente comprometida. A presença do projeto em eventos de alcance
estadual e nacional fortalece a visibilidade do campus, evidencia a qualidade da formação
oferecida e demonstra como a iniciação científica pode proporcionar experiências
transformadoras aos estudantes.

Além das premiações, as credenciais conquistadas abrem caminhos para novas
experiências acadêmicas e culturais, levando a pesquisa desenvolvida em Mato Grosso
do Sul a outros espaços de diálogo e divulgação científica, inclusive em âmbito
internacional.

Mais do que os resultados alcançados, a trajetória do Mitã Kuña’Ikuerã reafirma a
importância de produzir conhecimento a partir das realidades da comunidade, reconhecer
diferentes saberes e ampliar os espaços de participação de meninas e mulheres na
educação. A ciência, nesse contexto, também se torna uma ferramenta de pertencimento,
representatividade e transformação.

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