A Anistia Internacional Brasil acompanha com preocupação a escalada da violência contra os povos indígenas Guarani Kaiowá e cobra uma resposta urgente das autoridades diante das denúncias da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) em Naviraí, Coronel Sapucaia, Tacuru e Nioaque, no Mato Grosso do Sul.
Os relatos apontam homicídios, pessoas atropeladas, ameaças de morte, manifestações racistas, ausência de resposta policial e risco de contaminação da água das comunidades.
Para a entidade, é “urgente garantir investigações céleres e imparciais, responsabilizar os autores e proteger as comunidades para evitar novos ataques. Essa resposta precisa ser coordenada entre as áreas de segurança pública, direitos humanos, saúde e assistência social, com medidas construídas em diálogo com os povos indígenas e que respeitem seus territórios, suas culturas e seus modos de vida”.
“Proteger é indispensável, mas não basta: é preciso prevenir novos ataques e garantir que os responsáveis sejam responsabilizados. O Estado brasileiro tem a obrigação de proteger os povos indígenas e seus direitos”, alerta a Anistia Internacional.
A entidade internacional assinala que seguirá “atenta à situação dos povos indígenas Guarani Kaiowá e denunciando violações de direitos humanos cometidas por agentes públicos ou privados contra comunidades e lideranças indígenas, inclusive possíveis casos de uso excessivo da força policial em seus territórios. O Estado brasileiro tem obrigações constitucionais e internacionais de proteger os povos indígenas e deve agir com urgência para conter a violência que ameaça suas vidas, seus territórios e suas formas de organização”.
Acompanhe as atualizações da APIB @apiboficial da Aty Guasu @atyguasu que mantêm diálogo direto com as lideranças dos territórios.




