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Empresário que matou motorista de app com Porsche vai a júri

O julgamento de Fernando Sastre de Andrade Filho, empresário dono de um Porsche azul, que matou o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, começa no Fórum da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo. O caso aconteceu em março de 2024.

Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), o julgamento estava marcado para começar às 10h de quarta-feira(28) e tem previsão de durar dois dias.

Reprodução

Motorista do Porsche esteve na unidade policial para prestar depoimento
Fernando Sastre de Andrade Filho, acusado de homicídio após provocar um acidente com seu Porsche em alta velocidade
O empresário Fernando Sastre Filho, 24 anos, durante entrevista ao Fantástico, da TV Globo
Empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, o "motorista do Porsche" em foto no sistema prisional. Ele pode ter a história contada na 2ª temporada de Tremembé
Empresário Fernando Sastre de Andrade Filho sai do 30º DP pela porta da frente
Acompanhado da mãe, Fernando Sastre de Andrade Filho se apresentou à delegacia em 1º de abril de 2024
Fernando Sastre de Andrade Filho estava desaparecido
Dianteira de carro de luxo ficou completamente destruída
Asfalto ficou com marcas de pneus após acidente, ocorrido em alta velocidade
Carro da vítima teve a traseira destruída
Motorista do Renault Sandero morreu durante atendimento hospitalar

11 imagensMotorista do Porsche esteve na unidade policial para prestar depoimentoFernando Sastre de Andrade Filho, acusado de homicídio após provocar um acidente com seu Porsche em alta velocidadeO empresário Fernando Sastre Filho, 24 anos, durante entrevista ao Fantástico, da TV GloboEmpresário Fernando Sastre de Andrade Filho, o "motorista do Porsche" em foto no sistema prisional. Ele pode ter a história contada na 2ª temporada de TremembéEmpresário Fernando Sastre de Andrade Filho sai do 30º DP pela porta da frenteAcompanhado da mãe, Fernando Sastre de Andrade Filho se apresentou à delegacia em 1º de abril de 2024Fernando Sastre de Andrade Filho estava desaparecidoDianteira de carro de luxo ficou completamente destruídaAsfalto ficou com marcas de pneus após acidente, ocorrido em alta velocidadeCarro da vítima teve a traseira destruída Motorista do Renault Sandero morreu durante atendimento hospitalar

Fernando Sastre conduzia um Porsche 911 quando atingiu a traseira de um Sandero branco dirigido por Ornaldo Viana, de 52 anos, no dia 31 de março de 2024. Ornaldo foi levado ao Hospital Municipal do Tatuapé, onde sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu. A causa da morte foi registrada como traumatismos múltiplos.

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Depois da colisão, o empresário deixou o local de acidente. Apesar de apresentar sinais de embriaguez, o ele foi liberado pelos policiais, sem que passasse pelo teste do bafômetro.


Acidente com Porsche

  • Na madrugada de 31 de março de 2024, Fernando Sastre, então com 24 anos, dirigia um Porsche 911 pela Avenida Salim Farah Maluf, na zona leste de São Paulo.
  • Segundo testemunhas, o empresário tentou fazer uma ultrapassagem em alta velocidade e bateu na traseira de um Renault Sandero.
  • O Sandero era dirigido por Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos, que trabalhava como motorista de aplicativo. Ele ficou gravemente ferido após a batida.
  • Ornaldo foi levado ao Hospital Municipal do Tatuapé, onde sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu. A causa da morte foi registrada como traumatismos múltiplos.
  • Após a batida, Fernando deixou o local do acidente. O caso foi investigado pela polícia e, posteriormente, o empresário se tornou réu.
  • Fernando está preso desde maio de 2024.

Homicídio

Fernando Sastre Filho é réu por homicídio qualificado e lesão corporal gravíssima. Além da morte de Ornaldo, outra vítima do acidente foi o estudante Marcus Vinicius Machado Rocha, que estava de carona no Porsche. Marcus fraturou quatro costelas, precisou ser hospitalizado e perdeu o baço. Ele foi internado, em decorrência do acidente, duas vezes.

Mesmo com sinais de embriaguez, Fernando Sastre Filho recebeu permissão dos PMs que atenderam à ocorrência para ir embora, sem fazer o teste do bafômetro. Os agentes responsáveis pela liberação indevida também foram alvo de investigação.

Como publicado pelo Metrópoles, a câmera corporal da PM Dayse Aparecida Cardoso Romão mostra que ela explica, ao telefone, os motivos para liberar, sem escolta, o empresário, logo após ele provocar o acidente fatal (assista abaixo).

As imagens das câmeras corporais dos PMs que atenderam à ocorrência mostram o momento em que Fernando Sastre é liberado do local do acidente, junto da mãe, sob a justificativa de que iria procurar atendimento médico, o que não aconteceu.

Investigação

Laudo do Instituto de Criminalística apontou que a velocidade média do Porsche era de 156 km/h. Quando se apresentou à polícia, contudo, mais de 36 horas após o acidente, o empresário disse que estava “um pouco acima da velocidade máxima permitida”, que é de 50 km/h.

À polícia, o amigo que estava no Porsche disse que Fernando Filho havia ingerido bebida alcoólica antes, contrariando o depoimento do empresário.

Antes do acidente, os amigos e suas respectivas namoradas foram a um restaurante, onde o grupo consumiu nove drinques, e depois a uma casa de pôquer, que funciona no sistema open bar.

A defesa de Fernando Sastre não foi localizada. O espaço segue aberto para manifestações.

(Informações Metrópoles)

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