Redação –
O policial civil Célio Rodrigues Monteiro, conhecido como “Manga Rosa”, receberá de volta os R$ 16.210 pagos em fiança para deixar a prisão, após ser detido em 18 de março durante a Operação Iscariotes, que investigou um esquema de contrabando de eletrônicos em Mato Grosso do Sul.
Na decisão, o juiz federal Felipe Bittencourt Potrich considerou que já haviam se passado mais de seis meses desde a operação e que o policial não foi incluído na denúncia apresentada contra outros investigados. Com isso, determinou a devolução integral do valor da fiança.
O magistrado também revogou todas as medidas cautelares impostas a Célio. A única obrigação mantida é a de conservar o endereço e o telefone atualizados perante a Justiça.
A Operação Iscariotes investigou uma organização criminosa suspeita de importar grandes quantidades de aparelhos eletrônicos de alto valor sem documentação fiscal e sem a devida regularização junto aos órgãos de controle aduaneiro. Em março deste ano, a operação realizou buscas em bancas do Camelódromo.
Outras operações
O policial também foi preso em junho de 2020, durante a segunda fase da Operação Omertà, quando atuava na Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Campo Grande.
Além disso, “Manga Rosa” foi preso no âmbito da Operação Snow, que investigou, em 2024, uma organização criminosa suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai.
Segundo as investigações relacionadas à Operação Snow, o grupo contava com uma estrutura logística de transporte de drogas a partir da região de fronteira, com destino a outros estados brasileiros, especialmente São Paulo.
A devolução da fiança e a revogação das medidas cautelares foram determinadas no âmbito do processo relacionado à Operação Iscariotes. A decisão não representa, por si só, uma conclusão sobre eventuais responsabilidades do policial em outros procedimentos.






