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MS: MP apura suspeita de negligência médica após morte de bebê de 8 meses

Redação –

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) registrou uma Notícia de Fato para apurar possíveis falhas no atendimento médico-hospitalar prestado à bebê Anna Laura Insarralde de Araújo, que morreu no dia 11 de outubro, aos oito meses e 20 dias de vida, em Campo Grande.

A família denuncia suspeita de negligência médica após a criança passar pela Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Universitária, ser transferida para o Hospital de Câncer Alfredo Abrão (HCAA) e, posteriormente, encaminhada ao Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), onde morreu.

Segundo o MPMS, o procedimento está em fase de análise preliminar. Inicialmente, o órgão solicitou informações complementares ao representante da Associação de Vítimas de Erros Médicos de Mato Grosso do Sul (Avém-MS), responsável por encaminhar a denúncia.

O Ministério Público também determinou a solicitação de informações à Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), à Secretaria de Estado de Saúde (SES), à Fundação de Serviços de Saúde de Mato Grosso do Sul (Funsal), ao HCAA, ao Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul (CRM-MS) e à Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).

Em nota, o órgão informou que o procedimento tramita com acesso restrito devido à presença de informações sobre pacientes e outros dados sensíveis. Até o momento, não há conclusão sobre a existência de irregularidades ou eventual responsabilidade dos profissionais e instituições envolvidos.

Família relata possíveis falhas no atendimento

Conforme relato da família encaminhado ao Jornal Midiamax, exames da bebê teriam sido extraviados durante a transferência entre as unidades de saúde.

Os familiares também afirmam que, após a administração de um medicamento no Hospital de Câncer Alfredo Abrão, a boca da criança teria ficado amarelada, com pontos escuros. Já no Hospital Regional, segundo a denúncia, integrantes da equipe de saúde teriam feito comentários sobre as condições de funcionamento do equipamento de oxigênio.

O caso também é investigado pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), após o registro de ocorrência.

A certidão de óbito aponta como causas da morte insuficiência respiratória, choque séptico, septicemia, pneumonia, coagulação intravascular disseminada e hemorragia das vias respiratórias.

Sesau afirma que denúncias são apuradas

Procurada pela reportagem, a Secretaria Municipal de Saúde informou que não fornece dados individualizados sobre pacientes à imprensa ou a terceiros, em respeito à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e aos direitos à intimidade e à vida privada.

A pasta afirmou ainda que as equipes de saúde atuam conforme os protocolos assistenciais e as diretrizes técnicas vigentes, que orientam as condutas e os encaminhamentos realizados durante os atendimentos.

A Sesau acrescentou que todas as denúncias recebidas são tratadas com seriedade e apuradas, com adoção das medidas cabíveis quando necessário.

A apuração do Ministério Público ainda está em andamento, e não há conclusão oficial sobre as circunstâncias do atendimento ou sobre eventual negligência médica.

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