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PT começa articular apoios regionais a Dilma

Política – 23/02/2009

O presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), vai começar logo após o Carnaval uma maratona de viagens pelo País, para dar início a negociações de alianças para a eleição presidencial de 2010. A intenção é vencer resistências de alianças sobretudo com o PMDB, o aliado preferencial do governo.
Em Mato Grosso do Sul a visita está marcada para dia 20 de março. Na Capital, ele deve participar de almoço com lideranças petistas locais e de um ato político no período da tarde. A idéia é reunir deputados, prefeitos, vereadores e outras lideranças no evento com Berzoini. Os petistas querem ouvir de Berzoini apoio ao projeto de candidatura própria ao governo, mas pode ser que a missão do presidente da sigla seja exatamente o contrário.
Além de abrir o diálogo com as direções nacionais dos principais partidos da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PT quer evitar que dificuldades de composição nos Estados prejudiquem a obtenção de apoio à candidatura da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, informa matéria da Agência Estado. E Mato Grosso do Sul é um dos estados em que PMDB e PT não comungam.
O ex-governador Zeca do PT tem pretensão de se candidatar ao governo e vai tratar do assunto diretamente com o presidente Lula, com quem passa o Carnaval. Zeca disse que só o presidente é capaz de convencê-lo do contrário. Se não for candidato ao governo, Zeca pode ficar fora do processo eleitoral do ano que vem, já que não lhe interessa disputar o Senado, segundo diz.
Nessa peregrinação, Berzoini vai traçar um diagnóstico da relação regional do PT com aliados e detectar pontos de conflito. Para completar o plano, o PT fala em montar também uma agenda de eventos para Dilma nos Estados, fora do horário de expediente. Entre as regiões consideradas problemáticas, além de Mato Grosso do Sul, estão Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Curiosamente, Minas é a terra natal de Dilma, e Rio Grande do Sul, seu berço político.
Há outro complicador na aproximação dos dois partidos: São Paulo. Na última eleição, o ex-governador Orestes Quércia (PMDB) apoiou o prefeito Gilberto Kassab (DEM) em troca de vaga para o Senado. De quebra, garantiu ao governador José Serra (PSDB) apoio do PMDB paulista para disputar o Planalto. O trunfo dos petistas é o presidente da Câmara, Michel Temer, que é paulista e estaria comprometido com a candidatura de Dilma

Fonte: Midiamax

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