Dourados: briga após ciúmes termina com disparo de elastômero

Redação –
Uma confusão envolvendo dois homens e uma terceira pessoa terminou com agressões, disparo de elastômero e condução à delegacia na noite deste domingo (27), no Jardim Piratininga, em Dourados. O caso começou após um desentendimento relacionado a supostas mensagens enviadas para a esposa de um dos envolvidos.
Conforme o boletim de ocorrência, a Polícia Militar realizava rondas pela Rua Ponta Porã quando foi abordada por A., que relatou ter sido agredido por dois homens que estavam em uma bicicleta vermelha. Ele também afirmou que conhecia os suspeitos.
Com as características informadas, os policiais realizaram buscas e localizaram dois homens em uma bicicleta com as mesmas características. Durante a abordagem, eles foram identificados pelas iniciais A. e L.F.. Com L.F., os policiais encontraram um celular da marca Honor X5, de cor cinza, enquanto A. portava um canivete.
Questionados sobre o aparelho, os dois disseram que estavam ingerindo bebidas alcoólicas em uma residência quando descobriram que A. estaria trocando mensagens com a esposa de A. Segundo os suspeitos, eles saíram para comprar mais bebidas e, durante o trajeto, confrontaram a vítima sobre o assunto. Após a discussão, pegaram o celular dela para verificar posteriormente as mensagens.
Os policiais conduziram os envolvidos até uma conveniência conhecida como “UTI”, onde os suspeitos pretendiam comprar bebidas. No local, porém, os envolvidos voltaram a se encontrar e começaram uma briga. Para interromper as agressões, um policial efetuou um disparo de elastômero, que atingiu a parte posterior do ombro esquerdo de A., causando um hematoma.
A vítima relatou aos policiais que estava bebendo na casa de A. na companhia de L.F. e que os três decidiram sair para comprar mais bebidas. Segundo o relato, os dois suspeitos seguiram em uma bicicleta, enquanto ele utilizava outra. Em determinado ponto, em uma rua escura, teria sido interceptado pelos dois, que o acusaram de enviar mensagens para a esposa de A.
Ainda conforme o relato, após a discussão, ele teria sido agredido com socos e tijoladas. L.F. teria pegado o celular e colocado o aparelho na cintura.
Uma testemunha, identificada pelas iniciais N., contou que estava na conveniência quando viu a vítima correndo pela esquina e pedindo socorro enquanto era perseguida e agredida pelos dois homens.
Os envolvidos foram conduzidos à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac). Inicialmente, o caso havia sido registrado como roubo, mas, após análise da autoridade policial e oitiva das partes, a ocorrência foi reclassificada como vias de fato.
Segundo a autoridade policial, os elementos colhidos indicaram que não houve intenção de subtrair definitivamente o celular. O aparelho teria sido tomado pelos envolvidos com a finalidade de verificar as supostas mensagens que motivaram o desentendimento.
As partes estavam sob efeito de álcool e, naquele momento, não apresentavam condições de formalizar eventual representação criminal. Todos foram orientados a comparecer à 2ª Delegacia de Polícia caso tenham interesse em representar, observando o prazo de seis meses. Após assinarem termo de compromisso e comparecimento, os envolvidos foram liberados.



