Juliel Batista –
O ex-governador de Mato Grosso do Sul e atual deputado estadual Zeca do PT participou do especial Eleições 2026, do FolhaCast, podcast da Folha de Dourados. Durante a entrevista, ele relembrou episódios de sua trajetória política, desde a militância sindical e a fundação do Partido dos Trabalhadores até os mandatos como deputado, governador e novamente parlamentar estadual. Ao falar sobre sua origem, destacou a relação com Porto Murtinho e a influência familiar em sua formação.
Zeca também fez um balanço dos dois mandatos em que esteve à frente do Governo de Mato Grosso do Sul, entre 1999 e 2006. Ao defender as ações de suas gestões, citou programas sociais, investimentos em infraestrutura, políticas culturais e a criação do Fundersul. “Nós, em oito anos, mudamos os referenciais de desenvolvimento”, afirmou. Segundo ele, a gestão teria entregue um Estado “em pé, moderno, com desenvolvimento econômico”.
“Nós, em oito anos, mudamos os referenciais de desenvolvimento”, afirmou.
Na condição de deputado estadual, o petista destacou principalmente sua atuação voltada à agricultura familiar e às comunidades indígenas e quilombolas. Entre as iniciativas citadas estão recursos para equipamentos, escolas, saúde e agroindústrias. Em Dourados, ele afirmou ter destinado quase R$ 1 milhão em emendas parlamentares desde que assumiu o atual mandato, incluindo recursos para escolas, Hospital da Vida, comunidades indígenas e quilombolas.
Outro tema central da entrevista foi a defesa de uma política de agroindustrialização da agricultura familiar. Zeca afirmou que pretende ampliar esse tipo de investimento e citou a intenção de viabilizar processadoras de mandioca. “Acho que essa ousadia é uma coisa que me motiva”, disse. Ele também relacionou sua atuação parlamentar à defesa de políticas de distribuição de renda e justiça social.
“Acho que essa ousadia é uma coisa que me motiva”, disse.
Ao comentar o cenário político de 2026, Zeca falou sobre a disputa pelo Senado, mencionou o ex-governador Reinaldo Azambuja, o Capitão Contar, a senadora Tereza Cristina e o deputado federal Vander Loubet. Também avaliou o cenário envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e defendeu a continuidade de políticas federais voltadas à população de baixa renda. Na entrevista, Zeca ainda apresentou dados que atribuiu a programas do governo federal em Dourados e afirmou acreditar na possibilidade de Lula vencer a eleição presidencial já no primeiro turno.

Assista a entrevista completa gravada no Studio Nexus 5.0:
A seguir, a entrevista:
FolhaCast – Zeca, o senhor é um nome muito conhecido dentro da política sul-mato-grossense. Foi sindicalista, candidato à Prefeitura de Campo Grande, governador durante dois mandatos, deputado federal e atualmente deputado estadual. Gostaria que o senhor fizesse um panorama da sua trajetória.
Zeca do PT – Primeiro, quero falar da minha origem. Muita gente diz que o Zeca é paraguaio, o que me orgulharia muito, mas dizem isso por causa da minha naturalidade. Eu nasci na beira do rio Paraguai, em Porto Murtinho, numa charqueada.
Meus pais são filhos de gaúchos. Sou descendente da primeira leva de gaúchos que vieram para cá, para o velho Mato Grosso, em 1895. Meus avós vieram ainda crianças, com 15, 16 anos, e nunca mais voltaram.
Meu pai resolveu sair de Bela Vista depois de uma história complicada envolvendo a família e Silvino Jacques. Em 1949, ele foi para Porto Murtinho para ser encarregado de uma grande fazenda. Nessa viagem, logo que chegou, eu nasci.
Nasci em 1950 e me criei na beira do rio. Sempre gostei de ousar, de sonhar e de me desafiar. Com 15, 16 anos, fui trabalhar na prefeitura como office boy. Depois fui para o Banco do Brasil e também tive uma passagem pelo Exército.
Em 1973 fui para o Rio de Janeiro fazer o curso de sargento. Quando terminei o período básico, chegou minha nomeação para o Banco do Brasil. Acabei ficando no banco e depois fui para o interior de São Paulo, onde comecei a acompanhar as greves do ABC e conheci a história do Lula.
Me apaixonei pela ideia do PT. Voltei para Mato Grosso do Sul em 1979, fui para o movimento sindical dos bancários e participei da fundação do PT.
Me apaixonei pela ideia do PT. Voltei para Mato Grosso do Sul em 1979, fui para o movimento sindical dos bancários e participei da fundação do PT.
E como começou sua trajetória eleitoral?
Em 1982 fui candidato a deputado estadual, ainda no período do voto vinculado. Não fizemos votos suficientes. Voltei para o banco.
Em 1990, saí candidato a deputado estadual e fui eleito. Fiz pouco mais de 4 mil votos, mas a nossa chapa conseguiu a votação necessária. Eu era o quarto colocado dentro da expectativa, mas fui o primeiro e único deputado do PT eleito naquele ano.
Eu não tinha nome nem dinheiro. Arrumei um carro e viajei para todas as cidades onde havia agência do Banco do Brasil e da Caixa. Fiz minha campanha a partir dessa base e fui votado em várias dessas cidades.
Fiz minha campanha a partir dessa base e fui votado em várias dessas cidades.
O senhor depois chegou ao Governo do Estado. Como foi aquela eleição?
Em 1997, eu falei para o Lula que seria candidato a governador. Ele dizia que eu perderia, mas eu estava decidido. Fui candidato.
Ele dizia que eu perderia, mas eu estava decidido.
Eu tinha 2% e comecei a andar a pé. Eu sentia que o povo queria mudança. Fomos para o debate, fizemos uma campanha muito forte e, em 1998, ganhamos a eleição.
Eu me elegi porque encampamos a ideia e a tese da mudança: “Muda Mato Grosso do Sul”. Havia um sentimento de que o Estado precisava mudar.
Qual foi o principal legado que o senhor considera ter deixado como governador?
Nós, em oito anos, mudamos os referenciais de desenvolvimento. Entregamos um Estado em pé, moderno, com desenvolvimento econômico, industrialização e estradas de qualidade através do Fundersul.
Entregamos um Estado em pé, moderno, com desenvolvimento econômico, industrialização e estradas de qualidade através do Fundersul.
Também tivemos programas de proteção aos mais pobres, como Segurança Alimentar, Bolsa Escola, Cursinho Popular e Bolsa Universitária.
Criamos políticas de cultura, como o Festival América do Sul e o Festival de Inverno de Bonito. Mudamos o Estado.
“Criamos políticas de cultura, como o Festival América do Sul e o Festival de Inverno de Bonito. Mudamos o Estado”
O senhor voltou à política depois de deixar o governo. Em 2012, foi eleito vereador e depois deputado federal. Como avalia essa trajetória?
Em 2012, falei que seria candidato a vereador. Até hoje sou o vereador mais votado da história de Campo Grande, com 13.010 votos.
Em 2014, saí candidato a deputado federal e fiz 162 mil votos. Em 2018, fui candidato ao Senado.
Atualmente, o senhor é deputado estadual. Quais são as principais bandeiras do seu mandato?
A capacidade de ousar e criar programas que permitam agregar valor ao que os agricultores produzem.
Estamos comprando, com recursos de emendas, quatro agroindústrias para montar quatro processadoras de mandioca. Temos equipamentos para plantar, extrair, lavar, cortar e descascar a mandioca.
O agricultor que entregava a mandioca ao atravessador por R$ 1,50 ou R$ 2 o quilo poderá entregar diretamente para a merenda por R$ 7, R$ 8 ou R$ 9. Isso é agregar valor.
Então acho que essa ousadia é uma coisa que me motiva. E a segunda coisa é minha luta pela dignidade, pela justiça social.
Então acho que essa ousadia é uma coisa que me motiva. E a segunda coisa é minha luta pela dignidade, pela justiça social.
O senhor também fala muito sobre reforma tributária e distribuição de riqueza. Por quê?
A justiça social necessariamente passa por reformas. Reformas do ponto de vista tributário. A tributação tem que ser progressiva: quem tem mais paga mais.
Outra coisa é a concentração de riqueza e a concentração da terra. Precisamos fazer uma distribuição mais justa dessas riquezas para o Brasil poder crescer.
recisamos fazer uma distribuição mais justa dessas riquezas para o Brasil poder crescer.
Essas duas coisas me motivam e me inspiram a continuar, mesmo com quase 77 anos.
O senhor percorre bastante o Estado durante o mandato?
Eu não paro. Cheguei de Selvíria, fiz reunião com lideranças de assentamentos, passei por Campo Grande e vim para Dourados. Daqui vou para Sidrolândia.
Eu continuo trabalhando. Não tenho pensão como ex-governador. Sou bancário do Banco do Brasil e tenho minha aposentadoria. Preciso trabalhar.
E como o senhor avalia sua atuação em Dourados?
Desde 2023, quando tomei posse, destinei recursos para aquisição de 14 aparelhos de Datashow para salas de aula da Escola Estadual Floriano Viegas, R$ 50 mil.
No Hospital da Vida, foram R$ 100 mil para aquisição de um tomógrafo, emenda coletiva. Na comunidade quilombola, R$ 120 mil para um veículo destinado à cozinha comunitária.
Em 2025, foram R$ 50 mil para ar-condicionado na Escola Municipal Neil Fioravante e R$ 50 mil para aquisição de lava-louças na Escola Vilmar Vieira Matos, a pedido do companheiro Adriano Carteiro.
“R$ 50 mil para aquisição de lava-louças na Escola Vilmar Vieira Matos, a pedido do companheiro Adriano Carteiro”
Também foram R$ 100 mil para a Prefeitura, a pedido da vereadora Isa, para atender ao pronto atendimento dos bairros; R$ 150 mil para agroindústria de panificação nas aldeias Bororó e Jaguapiru; R$ 100 mil para equipamentos da Escola Maria da Conceição Angélica; R$ 30 mil para equipamentos de informática e câmeras na Vilmar Vieira e R$ 50 mil para reforma do parquinho da Escola Joaquim Murtinho.
Há ainda R$ 30 mil para ar-condicionado, televisão e notebook na Escola Bernardina Corrêa de Almeida e R$ 150 mil para uma agroindústria de mandioca da associação da Aldeia Panambi, em Douradina.
São quase R$ 1 milhão em emendas, além dos programas do governo Lula.
São quase R$ 1 milhão em emendas, além dos programas do governo Lula.
E qual é a importância de ampliar as agroindústrias?
Nós queremos, se Deus quiser, chegar nos próximos quatro anos com algo como 150 a 200 agroindústrias nos 400 assentamentos.
Fizemos um levantamento e descobrimos que os supermercados do Estado têm necessidade de 500 mil quilos de mandioca de mesa por mês e não encontram essa produção aqui.
Grande parte do que é comercializado vem de fora. Nós temos 400 assentamentos e poderíamos produzir tudo aqui. Por quê? Porque falta política pública para ajudar os agricultores a produzir e agregar valor.
Quando digo “nós”, digo eu, Vander, Camila, Soraya e o governo Lula. Estamos trabalhando para construir essa política de agroindustrialização.
Quando digo “nós”, digo eu, Vander, Camila, Soraya e o governo Lula. Estamos trabalhando para construir essa política de agroindustrialização.
O senhor também esteve na comunidade quilombola da Picadinha. Qual é a importância desse trabalho?
Implantamos lá uma ferramenta importante do nosso programa de agroindustrialização para a agricultura familiar: uma panificadora que vai dar atividade e gerar renda para as mulheres da comunidade.
Também vou conversar sobre a titulação definitiva, tema em que tive participação importante quando conversei com o presidente Lula e ministros na época.
Também vou conversar sobre a titulação definitiva, tema em que tive participação importante quando conversei com o presidente Lula e ministros na época.
Depois vou à aldeia Jaguapiru, onde também implantamos uma unidade de panificação para gerar renda para a associação das mulheres indígenas.
Vamos falar de conjuntura. O senhor mencionou o deputado Vander Loubet. Como avalia a disputa dele ao Senado?
O Vander teve um papel de destaque no primeiro governo. Ele é um pensador da política e um articulador.
Agora ele enfrenta uma disputa que envolve diferentes forças políticas. A retirada da candidatura do Nelsinho Trad, por exemplo, pode produzir movimentações entre prefeitos e vereadores que apoiavam o senador.
Existe também a possibilidade de que esse grupo queira preservar um espaço de diálogo com o governo federal. O Vander tem essa capacidade de articulação.
O Vander teve um papel de destaque no primeiro governo. Ele é um pensador da política e um articulador.
E o cenário para o presidente Lula em 2026?
Eu acredito muito na possibilidade de vitória no primeiro turno.
Há uma resistência histórica ao Lula e ao PT. Eu vivi a fundação do PT em 1980 e acredito que existe um preconceito social e ideológico contra o partido e contra o Lula, porque nós ousamos dar voz à classe trabalhadora, às minorias, hoje representadas no Congresso Nacional, estudando nas universidades, vivendo com mais dignidade. As elites, remanescentes das capitanias hereditárias não aceitam isso.
Mas também acredito que as pessoas estão olhando para os resultados das políticas públicas.
Em Dourados, por exemplo, havia 14.147 famílias recebendo Bolsa Família em 2023. O governo federal depositava mensalmente recursos nessas famílias, movimentando o comércio e a economia.
Também temos famílias atendidas pelo Auxílio Gás, estudantes beneficiados pelo Pé-de-Meia, pessoas recebendo medicamentos gratuitamente pela Farmácia Popular e agricultores familiares financiados.
Quando o cidadão começar a colocar tudo isso na cabeça para fazer sua avaliação, acredito que isso terá peso.
Quando o cidadão começar a colocar tudo isso na cabeça para fazer sua avaliação, acredito que isso terá peso.
Para encerrarmos, o que o senhor gostaria de deixar para as pessoas que estão acompanhando a entrevista?
Primeiro quero fazer uma prestação de contas. Tenho muito dinheiro investido aqui, muito.
Desde 2023, quando tomei posse, eu destinei recursos para a aquisição de 14 aparelhos de Datashow, 13 projetores de tela para as salas de aula da Escola Estadual Floriano Viegas, no valor de R$ 50 mil, já pagos.
No Hospital da Vida, em Dourados, foram R$ 100 mil para a aquisição de um tomógrafo, por meio de emenda coletiva. Na comunidade quilombola, foram R$ 120 mil, em uma solicitação do ex-deputado João Grandão, para a aquisição de um veículo destinado à utilização da cozinha comunitária e solidária.
“Na comunidade quilombola, foram R$ 120 mil, em uma solicitação do ex-deputado João Grandão”
Em 2025, destinei R$ 50 mil para a aquisição de aparelhos de ar-condicionado para a Escola Municipal Neil Fioravante e outros R$ 50 mil para a aquisição de uma lava-louças para a Escola Vilmar Vieira Matos, a pedido do sindicalista Adriano Carteiro.
Também foram destinados R$ 100 mil para a Prefeitura Municipal, a pedido da vereadora Isa Marcondes, por meio de emenda parlamentar, fundo a fundo, para atender aos postos de saúde dos bairros de Dourados. Para as aldeias Bororó e Jaguapiru, foram R$ 150 mil para uma agroindústria de panificação.
Na Escola Municipal Maria da Conceição Angélica, foram R$ 100 mil para a aquisição de equipamentos, também a pedido da vereadora Isa. Na Escola Vilmar Vieira Matos, destinei mais R$ 30 mil para a aquisição de equipamentos de informática e câmeras de monitoramento, que era uma demanda muito grande da escola. Eu fui lá visitá-los e conheci de perto essa realidade.
Também foram R$ 50 mil, a pedido da companheira Suely Rocha, para a instalação e reforma do parquinho da Escola Municipal Joaquim Murtinho.
Só faço um adendo sobre essa escola, porque é importante. A Joaquim Murtinho é a escola mais antiga de Dourados. A professora Suely é um quadro, uma grande figura não só na cidade, mas também no sindicalismo e na educação. E foi contemplada com uma estrutura para uma escola que atende e é referência no município.
“A professora Suely (Rocha) é um quadro, uma grande figura não só na cidade, mas também no sindicalismo e na educação”
Estamos trabalhando com a Suely e com a diretora, Rosélia, que é uma figura muito querida, para incluir essa escola, que está bastante deteriorada, em um plano do governo Lula. A proposta deve ser aprovada depois da campanha eleitoral. Só falta a aprovação dos recursos pela Câmara Federal para a reforma e reconstrução. Nós vamos incluir essa escola, se Deus quiser. Estamos trabalhando juntos para isso.
Também destinei uma emenda parlamentar para a Escola Municipal Bernardina Corrêa de Almeida, no valor de R$ 30 mil, para a aquisição de aparelhos de ar-condicionado, televisão e notebook.
Além disso, foram R$ 150 mil para uma agroindústria de mandioca da Associação da Aldeia Indígena Panambi, em Douradina.
São quase R$ 1 milhão em emendas, fora os programas que o Lula colocou. E é importante ressaltar isso para as pessoas que estão nos assistindo, porque é um volume alto para emendas vinculadas a um deputado estadual. O orçamento destinado a um deputado estadual não é muito grande, especialmente porque são 79 municípios.
Dourados é a segunda maior cidade do Estado, mas, ainda assim, é um volume alto para um deputado estadual. Para um deputado federal, não é nada perto dos recursos disponíveis. São dezenas de milhões de reais.
Quero registrar também a minha profunda gratidão à Camila e à Soraya pela generosidade. É por isso que estou trabalhando com elas, porque nós não podemos perder esse fundo. Queremos, se Deus quiser, chegar aos próximos quatro anos com algo como 150 a 200 agroindústrias nos 400 assentamentos.
Eu falo para eles: a gente gosta de comprar compota, doce de leite, produtos da agricultura familiar de Minas Gerais. Nos comércios daqui, encontramos compota de doce de banana e produtos da agricultura familiar de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Por que não temos os nossos? Porque não temos uma política de agroindustrialização.
Eu mandei fazer um levantamento na Associação da Rede Supermercadista do Estado. Eles têm uma necessidade de 500 mil quilos de mandioca de mesa por mês e não encontram essa produção aqui.
Cerca de 76% do que a rede supermercadista de Campo Grande compra para vender aos consumidores vem de fora, porque a agricultura familiar, que produz comida, ainda não consegue atender essa demanda.
Ou seja, nós temos 400 assentamentos e podemos produzir tudo isso aqui. Falta essa política pública.
Quero agradecer a oportunidade. Adorei conversar. Deus proteja todos nós e essa cidade que sempre me recebe, a mim e à dona Gilda, com muito carinho e hospitalidade.
Tenho muito dinheiro investido aqui, muito.

