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Dívida cresceu mais rápido na segunda gestão Tetila

Política – 02/03/2009

A dívida da Prefeitura de Dourados cresceu 50,97% nos sete primeiros anos da administração Laerte Tetila (PT) e “explodiu” em 2008, quando cresceu 68% em relação ao montante fechado no ano anterior. Contrariando a versão de Tetila de que os prefeitos que o antecederam foram os grandes responsáveis pelo endividamento, os números mostram que a dívida teve aumento considerável de 2001 até o último ano da segunda administração petista. A evolução na dívida se tornou ainda mais acentuada após a reeleição do petista, em 2004. Demonstrativos financeiros da contabilidade da prefeitura obtidos pelo Diário MS nos arquivos da Câmara de Vereadores comprovam o endividamento do município durante o governo Tetila. Em 31 de dezembro de 2000, último dia da administração Braz Melo (1997-2000), o saldo da dívida fundada da prefeitura era de R$ 78.639.713,58. No encerramento do primeiro ano da administração Laerte Tetila, em 31 de dezembro de 2001, a dívida já tinha aumentado em R$ 906 mil, passando para R$ 79.546.444,09. No final de 2002, segundo ano em que Dourados estava sob a administração petista, a dívida deu um salto: saiu dos R$ 79,5 milhões em 31 de dezembro de 2001 para R$ 96.258.904,98 – aumento de R$ 16,7 milhões. Em 2003, terceiro ano da primeira administração Laerte Tetila, a dívida fundada da prefeitura continuou crescendo e aumentou R$ 6,8 milhões, passando para R$ 103.065.265,34. Em, 2004, o último da primeira administração e o ano em que Tetila foi reeleito para um novo mandato, o endividamento da prefeitura manteve a escalada e cresceu mais R$ 5,8 milhões e chegou a R$ 108.880.899,04. 2ª ADMINISTRAÇÃO 2005, o primeiro ano da segunda administração Laerte Tetila, foi o mais perdulário. A dívida deu um salto de 12% e passou dos R$ 108,8 milhões contabilizados em 31 de dezembro de 2004 para R$ 122.279.467,49 – aumento de R$ 13,3 milhões. Foi em 2005 que a dívida da prefeitura atingiu o maior valor desde 2000, com exceção de 2008, quando valor beirou os R$ 200 milhões. Nos dois anos seguintes a dívida recuou um pouco, mas os números continuaram altos. Conforme os demonstrativos financeiros incluídos nos arquivos da contabilidade da Câmara de Vereadores, cujo acesso ao público é livre, em 31 de dezembro de 2006 a dívida da prefeitura fechou em R$ 120.589.885,69, uma redução de R$ 1,6 milhão. Em 2007 houve nova redução e o valor da dívida fechou em R$ 118.724.202,46. Se comparar o valor da dívida em 31 de dezembro de 2000 com o valor em 31 de dezembro de 2007, é possível observar um crescimento de 50,97%. 2008 Em 31 de dezembro de 2008 a dívida da prefeitura fechou em R$ 199,9 milhões, sendo R$ 175,6 milhões em dívidas fundadas (para pagamento a longo prazo) e R$ 24,3 milhões em dívidas de curto prazo. No dia 19 passado, o líder do prefeito Ari Artuzi (PDT) na Câmara, Humberto Teixeira Junior (PDT), disse que nas duas administrações de Tetila o endividamento da prefeitura aumentou 156%. Ele acusou o ex-prefeito de ser o principal responsável pelo crescimento da dívida e cobrou investigação do Ministério Público. O ex-prefeito contesta Humberto Junior. Em carta entregue ao Diário MS na semana passada, Tetila diz que o líder de Artuzi se equivocou, pois não retirou do montante total a dívida de R$ 62 milhões do Previd (Instituto de Previdência dos Servidores Municipais). Tetila diz na carta que a dívida deixada por ele foi de R$ 138 milhões. Levando em consideração o valor admitido pelo ex-prefeito, o crescimento da dívida foi de quase 77% em oito anos (aumentou de R$ 78 milhões em 2000 para R$ 138 milhões em 2008).

Fonte: Diário MS

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