Casas Bahia afirma que negocia e busca alternativas para situação financeira da empresa

O Grupo Casas Bahia informou que mantém negociações com diversos agentes do mercado para buscar alternativas para a situação financeira da empresa, mas que, até o momento, não há definição sobre uma eventual operação de obtenção de recursos, inclusive financiamentos.
A afirmação é uma resposta ao questionamento feito pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) após a publicação de notícias sobre a negociação de um DIP — tipo de financiamento para empresas em crise — para a empresa, no valor de até R$ 1 bilhão.
“No entanto, ainda não há quaisquer definições relacionadas a eventual operação dessa natureza, seja de tamanho, prazo ou contraparte, razão pela qual inexiste informação a ser divulgada no atual momento”, afirma a Casas Bahia.
A empresa relembra que ajuizou, no domingo (16), um pedido de recuperação judicial e diz que avalia alternativas de renegociação para prazos de pagamento de dívidas e obtenção de recursos adicionais, inclusive mecanismos de transação tributária e a liberação de valores depositados em juízo a fim de gerar caixa.
O Grupo Casas Bahia acrescenta que a petição do pedido de recuperação judicial, disponibilizada ao mercado nos termos da Resolução da CVM nº 80/2022, menciona algumas dessas medidas, incluindo o pedido de levantamento de depósitos trabalhistas.
A varejista acrescentou que o alongamento do prazo de pagamento de fornecedores no primeiro trimestre foi indicado nos comentários sobre o ciclo financeiro, no documento com os resultados daquele período.
Já o fluxo de caixa livre de R$ 800 milhões e a redução nos estoques de R$ 1,15 bilhão constam do fluxo de caixa gerencial divulgado no balanço do segundo trimestre.
(Informações R7)



