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Sicredi quer expandir e dobrar o lucro em 2009 em MS

Economia – 30/03/2009

Depois de ter um lucro de R$ 10 milhões em 2008, já descontados R$ 2 milhões do pagamento de juros aos associados, a meta do Sicredi para este ano é chegar a R$ 21 milhões. A meta foi apresentada no fim da manhã de hoje pelo presidente da cooperativa, Celso Figueira. Conforme os dados apresentados hoje, a instituição financeira cresceu 46% no ano passado 21% a mais que os bancos privados. Outras metas para 2009 são: chegar a 70 mil clientes e ter R$ 700 milhões em atinos nos três Estados atendidos pela administração regional, Mato Grosso do Sul, Goiás e Tocantins. Na ocasião, Figueira revelou ainda que até o fim do ano a cooperativa pretende abrir mais agências nos grandes centros do Estado em Campo Grande, Dourados e em Três Lagoas. E ainda unidades de atendimento ligadas às cooperativas existentes Corumbá, Aquidauana, Ivinhema Eldorado e Bela Vista. Apesar da crise financeira internacional, as perspectivas do Sicredi são bastante positivas. “Na Europa, com a crise, houve grande procura por bancos cooperados. E o mesmo deve acontecer aqui”, prevê Leonel Romanini Junior, superintendente de desenvolvimento.A tendência parece se confirmar aqui também. Figueira disse que nos primeiros meses do ano, o volume de negócios da cooperativa cresceu 18% com relação ao mesmo período do ano passado. Menor que o esperado, mas ainda são números positivos. “Creio que até o fim de abril a crise vai estar, em grande parte, resolvida, então continuaremos um crescimento vigoroso”. Dentre as vantagens que apontadas pelo Sicredi para explicar o sucesso do ano passado, está a taxa se juros com que a instituição trabalha para o cheque especial, 5,5% e empréstimo, 2,98%, ao passo que os banco têm taxas médias de 9,33% e 6,25 respectivamente. Romanini disse ainda que o grande desafio para a cooperativa é apagar a imagem de que o Sicredi é um banco rural. “Por isso temos investido em propaganda chamando as pessoas para virem para o Sicredi. Para virem ser donos”, lembra, acrescentando que a instituição também trabalha para envolver os sócios na condução da cooperativa. Para ser dono – Segundo Figueira, o Sicredi está “de portas abertas” para quem quiser. Mas como todo cooperado é sócio do “banco” as pessoas que quiserem se associar têm de entra com capital para investir. “E a capacidade de endividamento de cada um depende do tamanho da cota que ele tiver. Assim, quando alguém se associa entra com uma conta de R$ 300, o que lhe garante um empréstimo de até R$ 3 mil. Sempre trabalhamos com a proporção de dez para um”, explica o presidente.

Fonte: CG News

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