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Pai reúne provas para reaver guarda de filha autista agredida no Paraguai

Redação –

A família paterna da menina brasileira de 6 anos, diagnosticada com transtorno do espectro autista (TEA) e vítima de maus-tratos no Paraguai, está reunindo documentos e provas para tentar obter a guarda legal da criança e contestar as alegações apresentadas pela mãe à Justiça paraguaia.

Segundo o pai da menina, a filha foi levada ao Paraguai apenas para passar as festas de fim de ano com a mãe. A criança, conforme ele, morava no Brasil, estava matriculada em uma escola e seguia uma rotina de acompanhamento e cuidados específicos em razão do autismo.

Ainda de acordo com o pai, o acordo era de que a menina retornaria após o período de festas, o que não ocorreu. Diante da falta de informações sobre o paradeiro da filha, ele registrou um boletim de ocorrência em Araguaia na tentativa de localizá-la.

O pai afirma que, em junho deste ano, a mãe entrou em contato e teria exigido R$ 9 mil para devolver a criança.

“Tenho os comprovantes. Ela pediu R$ 9 mil para devolver minha filha. Consegui o dinheiro, fiz a transferência, mas ela não entregou a menina”, relatou.

Família relata histórico de descumprimento de acordos

A avó paterna afirmou que a mãe da criança já havia descumprido acordos anteriormente. Segundo ela, em 2024, a menina foi levada para passar um período com a mãe, mas permaneceu longe da família por cerca de seis meses, mesmo durante o ano letivo.

Agora, os familiares pretendem apresentar essas informações à Justiça paraguaia na tentativa de reverter a atual situação da guarda.

Acusações durante processo de guarda

Durante o processo judicial, a mãe teria solicitado que a guarda da criança fosse concedida a um casal de pastores do Paraguai, alegando que eles teriam melhores condições de oferecer assistência à menina.

O pai afirmou que também precisou apresentar exames toxicológicos para rebater acusações de que seria usuário de drogas.

“Fiz o exame que pediram e o resultado foi negativo. Disseram no processo que eu era drogado, mas nunca usei drogas”, declarou.

Avó relata reencontro emocionante

Em entrevista, a avó paterna contou que o último contato com a neta ocorreu durante uma audiência realizada nesta semana no Paraguai para discutir a guarda da criança.

Segundo ela, a menina correu ao seu encontro e tentou mostrar os ferimentos que apresentava no corpo.

“Ela me viu e veio correndo. Olhou para mim e disse: ‘Vovó, dodói’. Começou a levantar a blusa para me mostrar, mas eu não deixei. Meu coração não ia aguentar ver”, relatou, emocionada.

A avó afirmou ainda que a neta enxugou suas lágrimas e repetia que sentia dores antes de retornar aos cuidados do casal que detinha a guarda provisória.

Criança foi internada com diversos ferimento

A menina foi internada no Hospital Regional de Pedro Juan Caballero com hematomas e escoriações em várias partes do corpo, incluindo tórax, costas, pescoço, rosto, braço direito e região dos glúteos.

As investigações apontam como principal suspeito das agressões o padrasto, de 23 anos, que se apresentou à polícia paraguaia e teve a prisão preventiva decretada pelo Ministério Público do país.

Enquanto o caso é investigado pelas autoridades paraguaias, a família paterna afirma estar mobilizada para obter a guarda da criança e trazê-la de volta ao Brasil, onde, segundo os familiares, ela poderá retomar a rotina de estudos, tratamento e convivência com os parentes.

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