O advogado carioca Pedro Ely Cordeiro dos Santos, de 43 anos, encontrado morto no último dia 10/7, esteve com um homem, cuja identidade não foi revelada, em uma adega no bairro cerca de uma hora antes de morrer. As imagens, às quais o Metrópoles teve acesso, foram divulgadas na última quinta-feira (16/7).
Nas filmagens, é possível ver o momento em que o advogado carioca e o homem — que não é o amigo com quem ele esteve antes, na mesma noite — chegam à uma adega, localizada na Fradique Coutinho, por volta das 2h54. O vídeo mostra uma interação entre os dois, como se já se tivessem amizade. O advogado dá um leve tapa na cabeça e aperta as mãos do homem que o acompanhava.
Os dois ficam no estabelecimento por cerca de três minutos. Eles compram uma garrafa long neck de cerveja e outro objeto. O pagamento de uma compra foi oficializado às 2h56, do último dia 10/7, data em que o advogado foi encontrado morto, e totaliza o valor de R$ 25.



As imagens ainda mostram que o homem desconhecido fica com a garrafa de cerveja e, em seguida, agradece ao dono do estabelecimento e sai com o advogado carioca. O vídeo indica que os dois saíram na mesma direção em que chegaram.
Segundo o boletim de ocorrência, o advogado carioca foi encontrado morto às 3h57, cerca de uma hora depois de ser flagrado pelas câmeras de segurança da adega. Ele permaneceu dias sem identificação.
O corpo de Pedro foi encontrado no Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo e teve a identidade confirmada pela família na última terça-feira (14/7). Inicialmente tratado como o caso de um homem não identificado encontrado morto na rua, o caso passou a ser investigado após familiares registrarem o desaparecimento do advogado e reconhecerem o corpo.
Advogado encontrado morto
- O advogado carioca Pedro Ely Cordeiro dos Santos, de 43 anos, estava desaparecido desde a madrugada do último dia 10 de julho, após sair com um amigo para assistir a um jogo da Copa do Mundo em um bar na Vila Madalena zona oeste de São Paulo.
- Familiares registraram um boletim de ocorrência na Polícia Civil e solicitaram providências para investigar o caso.
- A família obteve a informação de que às 4h do dia 10 de julho, o celular de Pedro realizou uma ligação para uma empresa de investimentos da qual era cliente, sendo que o registro de localização dessa ligação indica a região da Avenida Paulista.
- O corpo de Pedro foi encontrado no Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo e teve a identidade confirmada por familiares.
- A Polícia Civil paulista registrou o encontro do corpo nessa quarta-feira (14/7) e, agora, investiga as circunstâncias da morte do advogado.
O que falta esclarecer
Em entrevista ao Metrópoles, o advogado da família da vítima, Marcelo Martins Ferreira, afirmou que ainda há lacunas sobre o que teria acontecido nas últimas horas de vida de Pedro. “Está tudo muito confuso”, resumiu.
Para o advogado, a principal lacuna está na reconstrução dos últimos deslocamentos de Pedro. Outro ponto sob investigação são as movimentações financeiras feitas após o desaparecimento do advogado. Segundo Marcelo Martins, houve uma tentativa de transferência via Pix de R$ 8,8 mil, que não foi concluída.
Embora a causa da morte ainda dependa da conclusão dos laudos periciais, a principal hipótese levantada pela defesa é a de que Pedro tenha sido vítima do golpe conhecido como “Boa Noite, Cinderela”. A suspeita se baseia na ausência de lesões aparentes e nas movimentações financeiras registradas após o desaparecimento.
“Nós acreditamos que tenha sido um ‘Boa Noite, Cinderela’ e que quem aplicou isso exagerou na dose. Ele pode ter entrado em óbito por morte súbita”, afirmou Marcelo Martins Ferreira ao Metrópoles.
Segundo o advogado, a intenção dos criminosos seria dopar Pedro para facilitar um roubo. “Como houve uma tentativa de Pix, a intenção, eu acredito, seria roubá-lo, extorqui-lo ou furtá-lo”, disse. A hipótese, porém, ainda depende do resultado de laudos periciais e diligências da Polícia Civil.
O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O caso ocorreu na Rua Fradique Coutinho, na Vila Madalena, zona oeste de São Paulo.
(Informações Metrópoles)



