Redação –
Um veículo completamente carbonizado foi encontrado na noite deste domingo (12) em uma estrada rural na fronteira entre o Paraguai e o Brasil, na região entre Pedro Juan Caballero e Sanja Pyta, no Departamento de Amambay. A polícia investiga se o automóvel foi utilizado pelos autores da execução de Dorileu dos Santos Vieira da Rosa, de 59 anos, morto a tiros horas antes em Ponta Porã.
Conforme as primeiras informações, o carro estava abandonado em meio à vegetação e foi destruído pelo fogo. Devido ao estado em que foi encontrado, ainda não foi possível identificar o proprietário do veículo. Equipes da perícia técnica estiveram no local para realizar os levantamentos que poderão auxiliar nas investigações.
Segundo testemunhas, um veículo de cor escura teria parado próximo à vítima no momento do atentado, e um dos ocupantes desceu e efetuou diversos disparos.
Execução ocorreu na frente da residência
Dorileu foi assassinado por volta das 16h30 deste domingo, quando chegava em casa, no bairro Jardim Universitário, em Ponta Porã. Ele estava acompanhado da esposa e retornava de um almoço de família realizado nas dependências do Clube do Laço.
De acordo com o boletim de ocorrência, após estacionarem o Fiat Uno da família em frente à residência, um Fiat Uno branco e um Fiat Palio preto pararam logo atrás. Dois homens armados desceram do Palio e abriram fogo contra Dorileu.
A esposa conseguiu se proteger ao se abrigar embaixo do veículo da família e não foi atingida. Já Dorileu foi socorrido e encaminhado ao Hospital Regional de Ponta Porã, mas não resistiu aos ferimentos.
Três filhos do casal, todos maiores de idade, estavam na residência no momento do crime. Eles relataram à polícia que ouviram os disparos, porém não conseguiram identificar os autores nem os veículos utilizados na fuga.
No local do atentado, a perícia recolheu cápsulas de munições de calibres 5,56 e 9 milímetros. Conforme a polícia, Dorileu cumpria liberdade condicional e possuía condenação por tráfico de drogas.
O caso foi registrado como homicídio qualificado na 1ª Delegacia de Polícia Civil de Ponta Porã e segue sob investigação. A principal linha apurada é se o veículo incendiado encontrado na fronteira foi utilizado pelos criminosos na fuga após a execução.




