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MS: Sócia da Capital Saúde presa pelo Gaeco responde ação por dívida de quase R$ 96 mil

Redação –

Jessyca Burgatt, presa durante a Operação Gutenberg, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), também responde a uma ação de execução fiscal por dívida de Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) em Campo Grande.

A cobrança é movida pela Fazenda Pública Municipal contra a empresa Capital Saúde, da qual Jessyca é sócia. Conforme informações disponíveis no sistema do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), a ação também tem como réus os sócios Adelto dos Santos Soares e Leonardo Todescato Costa.

Segundo o processo, a empresa deixou de recolher o ISSQN, e a cobrança judicial é de R$ 95.994,34. A ação foi ajuizada em janeiro de 2024 e tramita na Vara de Execução Fiscal de Campo Grande.

Outra empresa também foi alvo de cobrança

Além da Capital Saúde, outra empresa ligada aos mesmos sócios, a Capital Prestadora de Serviços Ltda., também foi cobrada pela Prefeitura de Campo Grande por débitos de ISSQN.

De acordo com publicação no Diário Oficial do município, a empresa foi intimada a quitar, no prazo de 15 dias, os tributos referentes ao período entre junho de 2020 e setembro de 2023. Entre as atividades registradas pela empresa está a gestão e administração de propriedades imobiliárias.

Investigação

Jessyca Burgatt foi presa na terça-feira (7), durante a Operação Gutenberg, juntamente com o pai, Ed Carlo Burgatt, ex-dirigente da Secretaria de Estado de Saúde (SES).

Conforme as investigações do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), Ed Carlo é suspeito de utilizar sua influência sobre a regulação de pacientes para hospitais regionais do Estado, incluindo o Hospital Regional de Campo Grande, para favorecer empresas específicas.

A suspeita é de que a liberação de leitos para pacientes de municípios do interior estaria condicionada à contratação, sem licitação, de serviços prestados por determinadas empresas, prática investigada como possível esquema de extorsão.

Operação Gutenberg

Deflagrada pelo Gaeco, a Operação Gutenberg cumpriu 16 mandados de prisão e 43 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul e Goiás.

As investigações apontam um suposto esquema de fraude em licitações, corrupção, lavagem de dinheiro e outros crimes relacionados ao desvio de recursos públicos, com prejuízo estimado em R$ 27 milhões, envolvendo contratos na área da saúde e na aquisição de livros paradidáticos.

Segundo o Ministério Público, a organização criminosa atuava de forma estruturada, com empresários responsáveis por articular o direcionamento de contratações públicas e cooptar agentes públicos para favorecer empresas específicas, ocultando posteriormente a origem dos recursos obtidos de forma ilícita.

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